CAPÍTULO 30 Maria Eduarda Duarte — Sente-se pra não forçar a perna e comece a lustrar. Os seus braços estão bons, é só cuidar com a perna — cruzou os braços dele e manteve seu olhar em mim. — Você é doido, ou o quê? Meus braços continuam roxos, sabia? — respirei fundo, meio perdida e ele sorriu fazendo aquele deboche de costume — Mas eu limpo, não tem problema, combinei com você, não é? Você vai ver como faço aquilo que prometo, e não é o único a ser o todo-poderoso. Não deve ser difícil de resolver isso, afinal é apenas um retrovisor — me fuzilou com os olhos. — É... sabe quanto custa um retrovisor novo para esse carro? Aposto que não, então faça o favor de cumprir o que prometeu sem reclamar — puxou a cadeira, batendo forte na calçada ao me encarar. — Então, é só isso que quer? Tant

