Capítulo 74 Maria Luíza Duarte Alexei estava inquieto. Movia-se pela sala como um leão enjaulado, cruzando os braços e descruzando, a testa franzida. Não conseguia disfarçar a tensão, mesmo tentando manter uma máscara de calma para o pai, Nazar e Zaia. Eu já o conhecia o suficiente para perceber que ele estava à beira de um colapso interno. — Alexei, vamos sair daqui um pouco — sugeri, tocando de leve em seu braço. Ele me olhou surpreso, como se tivesse esquecido que eu estava ali. Não era um convite, mas uma ordem disfarçada de gentileza. — Eu... — Ele hesitou, lançando um olhar para Nazar e seu pai, que conversavam em tons baixos. — Acho que não posso deixar... — Pode sim. Nazar sabe o que está fazendo. Pode terminar isso — interrompi, firme. — Você precisa respirar um pouco, ou nã

