CAPÍTULO 47 Maria Eduarda Duarte A raiva me consumia, e eu sentia que se não me controlasse, poderia fazer uma cena ainda mais vergonhosa. O restaurante estava lotado, com o murmúrio das conversas ao fundo e o tilintar dos talheres, mas para mim, tudo parecia um borrão distante e que todos me olhavam. Apenas a fúria dentro de mim era clara e presente. Olhei para Maicon, que estava me observando com um olhar divertido. A necessidade de despejar o que estava entalado na minha garganta era grande, mas o olhar daquelas pessoas precisava parar. — Fala pra esse povo parar de me olhar, Maicon! O show já acabou, que saco! — reclamei quando me sentei na cadeira, soltando todo o ar pela boca. Ele olhou para os lados e me pareceu suficiente, não sei qual o tipo de influência que ele tem aqui, m

