NIRAIA
Viajar de avião era, para mim, era a melhor sensação de todas. Viajar de avião é uma experiência que desperta uma mistura única de emoções e sensações, que vão desde a ansiedade antes do voo até a excitação de estar em um lugar novo. Para muitas pessoas, incluindo eu, voar é mais do que apenas um meio de transporte; é uma oportunidade de aventura, descoberta e relaxamento.
Antes mesmo de entrar no avião, o processo de planejamento de uma viagem de já é empolgante. Escolher o destino, pesquisar as melhores opções de voos, reservar o assento e planejar o itinerário são atividades que alimentam a expectativa e a antecipação. A sensação de organizar todos os detalhes da viagem, desde o momento da partida até a chegada, cria uma sensação de controle e preparação que contribui para a emoção que antecede a viagem.
Não é o meu caso, porque eu já tinha um destino e um objetivo certo. Conhecer Steven, mas de um modo geral, viajar é uma das melhores coisas que se pode fazer em vida.
Ao chegar ao aeroporto, o ambiente pulsante e cheio de vida adiciona uma dimensão extra à experiência de viajar de avião. Observar as pessoas correndo de um lado para o outro, as telas de partida exibindo destinos distantes e os aviões majestosos alinhados nas pistas transmite um sentimento de aventura e possibilidade. O som dos alto-falantes anunciando os voos e o aroma familiar do ambiente aeroportuário são sinais de que a jornada está prestes a começar.
A bordo do avião, a experiência de voar revela-se como uma mistura de conforto e excitação. Sentar-se na poltrona, acomodar as bagagens de mão e ajustar o cinto de segurança são rituais que marcam o início da jornada. À medida que o avião ganha altitude e as nuvens passam pela janela, a sensação de estar acima das preocupações terrenas é incomparável. O ronco dos motores e a leve turbulência durante a decolagem apenas aumentam a emoção de estar a caminho de um novo destino.
Durante o voo, há tempo para relaxar, desfrutar de uma refeição ou lanche e mergulhar em atividades de entretenimento a bordo. A vista das nuvens e do céu azul lá fora é uma lembrança constante da maravilha da viagem de avião. Para muitos passageiros, o voo é um momento de tranquilidade e introspecção, permitindo que reflitam sobre suas vidas, seus destinos e o que está por vir. No meu caso, Steven.
À medida que o avião se prepara para pousar, a emoção cresce mais uma vez. Olhar pela janela e ver o destino se aproximando lentamente é um momento mágico que marca o fim da jornada aérea e o início da exploração terrestre. O toque suave no solo e a liberação dos cintos de segurança são sinais de que a aventura está apenas começando.
Chegar ao destino final é sempre um momento especial. Descer as escadas do avião e pisar em terra firme traz uma sensação de realização e excitação. O ar diferente, os aromas distintos e a paisagem única são um lembrete de que cada destino tem sua própria personalidade e encantos a serem descobertos.
Em resumo, viajar de avião é uma experiência emocionante e gratificante que vai muito além de chegar do ponto A ao ponto B. Desde o planejamento até a chegada, cada etapa da jornada aérea é repleta de emoção, expectativa e maravilha. Para mim, e para muitos outros viajantes, voar é mais do que simplesmente um meio de transporte; é uma maneira de explorar o mundo, criar memórias duradouras e sentir-se verdadeiramente vivo.
E era assim que eu me sentia, viva e pronta para conhecer Steven Star!
O clima fora tenso desde o momento em que coloquei os pés no chão, pois estava ansiosa para conhecer Steven, mas confesso que me senti pressionada pela quantidade de repórteres presente já na saída da aeronave. Eu quase não consegui ver o chão, por conta de tantos flashes!
Os repórteres pareciam estar por toda parte, ávidos por qualquer palavra ou gesto que pudessem capturar para suas manchetes. Eles se aglomeravam ao redor, empurrando microfones e câmeras na minha direção, ignorando completamente qualquer noção de espaço pessoal.
Enquanto tentava me mover através da bagunça, suas perguntas vinham em um fluxo constante, algumas delas tão intrusivas que eu me senti invadida. "Como você se sente em relação ao encontro com Steven Star?" "Você está nervosa?" "O que você espera que aconteça?"
Eu m*l conseguia ouvir meus próprios pensamentos com toda aquela confusão e pressão. Parecia que eles estavam mais interessados em criar uma história sensacionalista do que em entender o que eu realmente estava vivendo naquele momento.
E com isso comecei a notar o quanto Steven não tinha i********e nenhuma. Eu nem mesmo o conheci, e os repórteres já querem uma história!
À medida que tentava me mover através da multidão de repórteres, sentia-me como se estivesse em um labirinto, cercada por vozes que se sobrepunham umas às outras em um tumulto ensurdecedor. Câmeras piscavam incessantemente, seus flashes intermitentes cegando-me momentaneamente enquanto eu tentava manter o foco em encontrar uma saída.
Cada passo era como atravessar um campo minado de microfones estendidos e mãos segurando gravadores, todos ansiosos para capturar minhas palavras e transformá-las em manchetes sensacionalistas. "Como foi o encontro com Steven Star?" "Você está emocionada?" "O que você espera que aconteça depois disso?"
Eu nem mesmo saí com ele ainda!
Minha mente estava em turbilhão, tentando processar todas essas perguntas invasivas enquanto meu corpo ansiava por espaço e ar fresco. A sensação de invasão era palpável, como se minha privacidade estivesse sendo violada a cada segundo que eu permanecia ali, no centro das atenções indesejadas.
Tentei manter a compostura, respondendo com poucas palavras um “Não me encontrei com ninguém ainda!”, e tentando desviar meu olhar das câmeras vorazes que pareciam capturar até mesmo minha respiração. Mas a pressão era avassaladora, e eu m*l conseguia ouvir meus próprios pensamentos acima do burburinho incessante ao meu redor.
Cada pergunta parecia mais penetrante do que a anterior, como se os repórteres estivessem tentando arrancar de mim não apenas palavras, mas também minha própria essência. Eu me sentia exposta, vulnerável, como se estivesse em um interrogatório público onde cada resposta poderia ser distorcida e transformada em algo que eu nunca disse ou senti.
Finalmente, com um esforço supremo dos seguranças, consegui me desvencilhar da multidão de repórteres, encontrando um refúgio temporário em um canto menos movimentado do aeroporto. Ali, finalmente pude respirar fundo e tentar recuperar minha compostura, longe dos olhares curiosos e das perguntas invasivas que ainda ecoavam em minha mente.
Foi uma experiência avassaladora, uma introdução abrupta ao mundo c***l e implacável da fama e da atenção da mídia. E enquanto tentava processar tudo o que havia acontecido, não pude deixar de pensar na ironia de tudo aquilo: eu m*l havia conhecido Steven Star, e já estava sendo arrastada para um turbilhão de atenção e especulação que parecia não ter fim.
Não foi uma sensação boa. Fazer fofocas pela internet parecia muito mais simples. Mas aquilo foi assustador!
— Você está bem? — Quando ouvi a sua voz, senti uma enorme batida em meu peito falhar.
Sentada na sala de segurança para onde a equipe me levou, segurando meu copo de água e pensando nos últimos segundos invadidos pela mídia, ele simplesmente surgiu à minha frente, com o sorriso mais lindo de todos!
Steven Star estava ali, na minha frente, me perguntando se eu estava bem!E ele não era bonito apenas nos shows nas revistas ou nos vídeos. Ele era perfeito, até mesmo pessoalmente!
Seus olhos brilhavam com uma intensidade que eu nunca tinha visto antes. Cada movimento que ele fazia era tão suave e confiante que parecia que ele estava dançando mesmo estando parado. Seu sorriso era cativante, iluminando todo o ambiente ao nosso redor.
E quando ele falava, sua voz era como música, suave e envolvente. Eu me sentia hipnotizada por cada palavra que saía de seus lábios. Ele tinha um charme natural que era impossível de ignorar, e seu jeito de olhar para mim fazia meu coração bater mais rápido.
Eu nunca tinha visto alguém tão bonito e sensual quanto ele. Era como se toda a energia do palco o seguisse para onde quer que fosse, tornando-o ainda mais magnético e irresistível. Eu m*l podia acreditar que estava ali, diante dele, perdendo-me em sua beleza e encanto.
— Estou vendo que os paparazzis a deixou nervosa. — Steven me estendeu a mão, e eu quase não acreditei na atenção que estava recebendo. — Vamos, está segura agora.
Eu não conseguia soltar uma palavra sequer, apenas estava hipnotizada pelo carisma do homem bonito, atraente e sexy que estava diante os meus olhos. Steven sorriu gentilmente para mim, seus olhos brilhando com empatia. Ele parecia entender a minha situação e estava determinado a me fazer sentir confortável.
— Você está bem? — sua voz era suave, quase como um sussurro reconfortante.
Assenti com a cabeça, sentindo meu coração acalmar aos poucos. Ele me guiou delicadamente para longe dos olhares curiosos da equipe de produção e assessoria e encontrou um lugar tranquilo onde pudéssemos conversar sem interrupções.
— Desculpe por isso. Eles podem ser muito invasivos. — Steven parecia genuinamente preocupado.
— Não se preocupe, eu estou bem. — minha voz ainda estava um pouco trêmula, mas eu me sentia mais calma perto dele.
Na sala de espera, ainda no aeroporto, eu me sentei numa poltrona confortável, alisei as coxas sobre o jeans e respirei aliviada. Ainda não acreditava que ele estava em minha frente, mas ele estava!
— Desculpe o atraso, eu devia ter ido encontrá-la ainda quando fosse descer da aeronave, mas eu estava finalizando…
— Um show no estádio! — O interrompi empolgada. — Você sempre se atrasa para tudo o que vai fazer! — respondi empolgada — É um perfil de Steven Star!
E quando ele abriu um sorriso e simplesmente riu, o meu mundo parou. Naquele momento, naquele exato momento, eu estava apaixonada por Steven Star. Ele parecia radiante, e seus olhos brilhavam com uma intensidade que me deixava sem palavras. Então, com um gesto gentil, ele pegou minha mão e disse:
— Desculpe pelo atraso. Às vezes, a música me leva para um lugar onde o tempo não importa.
Sua voz era suave, carregada de emoção, e eu senti meu coração bater mais rápido. Eu queria dizer algo inteligente, algo que o impressionasse, mas tudo que consegui foi sorrir como uma boba.
— Não se preocupe, eu entendo. Afinal, a arte não pode ser controlada pelo relógio, não é mesmo? — respondi, tentando manter a compostura.
Ele assentiu, ainda segurando minha mão, e nossos olhares se encontraram novamente. Naquele momento, eu sabia que algo especial estava acontecendo. Eu estava diante de Steven Star, não apenas como uma fã, mas como alguém que ele tinha notado. E eu não queria que aquele momento terminasse nunca.
— Você gostaria de beber e conversar um pouco? Assim você relaxa e a gente sai das vistas dos repórteres — perguntou ele, com um brilho nos olhos que me fez derreter por dentro.
— Claro, eu adoraria! — respondi, tentando não parecer muito entusiasmada, mas falhando miseravelmente.
Ele sorriu mais uma vez, e juntos começamos a caminhar em direção à saída do aeroporto. Enquanto andávamos, eu m*l podia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo. Eu estava prestes a ter uma conversa íntima com Steven Star, e nada mais importava naquele momento.
Não, ainda não era um encontro. Era apenas eu segurando a mão de Steven Star, o admirando como um Rock Star e como um homem. E o mundo não me importava mais!