21:03 da noite MAVI: A lanchonete da dona Maria tava quase vazia quando a gente chegou. Luz branca, aquelas mesas de plástico já meio gastas pelo tempo, cheiro de gordura boa no ar. Lugar simples, mas aconchegante. Eu fiquei ali parada por um segundo, olhando em volta, enquanto Barone já ia falando com ela no maior respeito do mundo. — Boa noite, dona Maria. — Boa noite, meu filho. ela respondeu sorrindo. — Vai querer o de sempre? — Hoje não. Hoje tu vai perguntar pra ela. ele disse, apontando pra mim com o queixo. Eu senti meu rosto esquentar na hora. — O que a senhorita vai querer hoje? Fiquei muda. Não era vergonha exatamente… era aquele negócio estranho de estar sendo observada demais. Ele pegou o cardápio e colocou na minha frente. — Escolhe aí. Peguei o cardápio, mas par

