9:32 da manhã no morro Mavi: Acordei com aquele peso de quem dormiu demais e mesmo assim continuava cansada. O quarto ainda tava meio escuro, a cortina m*l puxada, e o silêncio só era quebrado pelo barulho distante da rua. Virei pro lado da cama e vi a Amanda praticamente dentro no colchão, abraçada no travesseiro, cabelo todo bagunçado, cara de quem não queria existir antes do meio-dia. — Nem tenta me acordar. ela falou, sem nem abrir o olho. Revirei os olhos e peguei o celular na mesinha. Quase dez da manhã. Dei um pulo sentada — Amanda, já é quase dez! Ela só resmungou alguma coisa incompreensível e se virou pro outro lado. Lorena já não tava mais ali. A cama dela vazia, arrumada às pressas. Lembrei que ela tinha falado que ia sair cedo pro trabalho, nem fez barulho pra não acor

