Mavi: O Barone já tava meio diferente fazia um tempo. Não era aquele bêbado escandaloso, mas eu conhecia o jeito. O copo sempre voltando pra mão, o corpo mais solto, o olhar pesado demais. Quando vi ele indo beber de novo, foi no impulso. Nem pensei. Só fui lá e tomei o copo da mão dele. — Já chega, tá bom. Ele ficou me olhando, confuso, como se não tivesse entendido o que acabou de acontecer. — Que isso, Vitória? Me devolve isso aí. — Não. respondi na hora. — Tu já bebeu demais. — Eu não tô bêbado. ele retrucou, a voz firme demais pra quem dizia estar normal. — Para com isso. — Tá sim. falei, sem subir o tom. — E não vai beber mais agora. Não era bronca. Era cuidado. Eu sabia reconhecer. Ele tentou argumentar, falou que tava tranquilo, que sabia se controlar, que eu tava exa

