Barone: Assim que subi na moto, meu corpo ainda tava quente demais pra uma situação que já tinha acabado. Dei partida forte, mais forte do que precisava. Não era pressa de chegar em casa. Era vontade de esfriar a cabeça no vento. Olhei pelo retrovisor uma última vez e vi a Vitória parada ali, pequena perto da porta, segurando a bolsa como se aquilo fosse âncora. Apertei a mandíbula e virei o rosto pra frente. Não era hora de pensar nisso. Gomes veio logo atrás, colando a moto na minha quando a rua abriu. A gente seguiu em silêncio por alguns quarteirões, só o barulho do motor cortando a noite. Eu já conhecia aquele silêncio. Era sempre sinal de m***a vindo. — Tá apaixonado pela morena, né. Gomes soltou do nada, rindo. Fechei a cara na hora. — Ela tem nome. respondi seco. — E não t

