— Vamos treinar? — Eu disse rapidamente, pegando um pedaço de p*u.
—Depois de você. —respondeu.
Não pensei que essa seria a pior ideia que já tive.
Dominique Bem
Chegamos a um bom espaço, ambos olhando um para o outro, analisando a postura um do outro enquanto preparávamos nossas armas e analisávamos possíveis movimentos.
— Como está seu braço? — Ele perguntou e seus olhos desceram até meu braço nu, onde a pequena sutura pôde ser vista após a última missão, ainda estava cicatrizando.
— Nunca estive melhor — respondi e senti como os olhos dela continuavam a descer pelas minhas roupas; minhas leggings pretas e meu sutiã esportivo da mesma cor que deixava um leve decote.
Aproveitei a distração dele e fui o primeiro a atacar, ele retribuiu segundos depois quando o fiz recuar, espalhei um sorriso vitorioso nos lábios.
— Você parece um pouco distraído, capitão — eu zombei.
— Minha mente foi dividida em duas — Ele lançou um contra-ataque contra mim que consegui bloquear colocando o bastão na minha frente e dando apenas alguns passos para trás para manter o equilíbrio —, contra você e contra a guerra.
—Quando receberemos novas ordens? — Eu gemi quando o ataquei e ele quase me atingiu no abdômen, mas consegui me esquivar.
— Hoje à noite — ele respondeu —, amanhã seguiremos para o norte em uma missão para atacar uma das bases da Hanã. Quero que você seja minha mão direita, quero que você vá comigo.
Sorri um pouco para o que ele estava me pedindo e me agachei quando ele estava prestes a me bater no rosto, ataquei-o no peito, mas ele me parou com o bastão; ele era muito bom nesse esporte.
—A que devo essa honra?
— Você é estrategista e bom no que faz, preciso de mais explicações? —Ele respondeu com algum sarcasmo.
Sorri feliz por ele me querer ao lado dele, mas ainda me perguntava se ele estava com Isabela ou não.
— Como você se sente depois da vergonha que Isa te fez passar? — Eu deixei escapar para analisar sua expressão, sua testa franzida, mas ele não perdeu a concentração.
—Eu não falei com ela. — Ele apenas disse.
Ataquei-o novamente com o bastão e ele recuou enquanto perguntava:
—Você não está planejando terminar com ela?
Sua resposta foi me atacar com o bastão e tive que me virar ajoelhado para intervir em seu ataque e depois me levantar e recuar, evitando-o.
— Sabe? — Continuei dizendo com respiração pesada — Às vezes, acho que você realmente a prefere.
De repente, estávamos cara a cara com nossos bastões formando um “x” perfeito, nossos olhares fixos um no outro quando ele finalmente respondeu:
—Eu nunca a preferiria antes de você.
Senti meu rosto corar, minha boca com um leve sorriso e o ataquei novamente, ele se defendeu.
— Então, por que você não terminou? —Eu respondi.
— Não tive tempo — ele respondeu e levantou uma sobrancelha —, você fez isso com Cleber?
Não teve tempo? Claro que eu poderia entender, por um lado, ser o capitão da marinha neste projeto com o Centro D. E. A foi muito absorvente, mas ainda me incomodou não ter feito isso.
Éramos uma dança de bastão onde ele recuou e então eu recuei enquanto os bastões faziam barulhos altos, minha respiração pesada, nossos olhares fixos um no outro, mas nós dois ficamos de pé.
—Sim, terminamos esta manhã —admiti—, porque não conseguia lidar com minha consciência, mas talvez devesse reconsiderar...
Eu disse a última coisa só para irritá-lo, ele não pareceu gostar.
— Não.
— Não? — Repeti com alguma graça.
— Eu vou — ele prometeu —, você deve praticar a sua paciência, comandante.
Ataquei-o novamente e ele recuou.
— Você já preencheu — respondi — e não estou pronto para jogos.
De repente, seu bastão conseguiu tirar o meu das minhas mãos e ele me agarrou num piscar de olhos, colocando o bastão sobre meu pescoço enquanto minhas costas colidiam com seu tronco em uma posição onde eu podia senti-lo completamente, minha respiração encurtada em um suspiro.
— Você acha que estou brincando com você, Dominique? — Ele sussurrou no meu ouvido, fazendo toda a minha pele arrepiar. Foi só naquele momento que desviei minha atenção dele que percebi que várias pessoas estavam nos observando atentamente, provavelmente sem ouvir nossa conversa porque não a fizemos. Falamos duramente, mas vendo nossas táticas.
Bati no abdômen dele, o que o fez tirar o ar, e então escapei pegando meu bastão, senti seus passos se aproximarem de mim e me virei rapidamente para me proteger, ao mesmo tempo em que acidentalmente coloquei meu pé nele, seu bastão bateu no meu e o Capitão Chances caiu em cima de mim.
Ambos olhando um para o outro, ambos com respiração pesada, colidindo um com o outro, os gravetos no meio de nós, mas nem mesmo parecendo atrapalhar quando senti que tinha ficado duro contra meu umbigo, seus olhos cinzentos escurecidos fixados nos meus enquanto aquele sorriso lento invadia seu rosto e começava a me aquecer completamente.
Só quando me lembrei de que estávamos cercados de pessoas é que reagi, empurrando-o pelo ombro para fazê-lo se levantar de cima de mim. Ele manteve seu leve sorriso no rosto e se levantou como uma mola, me oferecendo a palma de sua mão, Tirei-o dele para se levantar e, ao nosso redor, eles começaram a aplaudir.
— Bom treinamento, Comandante Bem — Chances disse, com os olhos fixos na minha boca.
— Da mesma forma, Capitão Chances — respondi, apreciando minha voz rouca e me virei para qualquer outro lugar apenas para acalmar minha respiração caótica e o nervosismo em minhas pernas.
Santiago Chances foi definitivamente o único capaz de me fazer perder a cabeça no meio de um treinamento cheio de soldados.
Eu era muito r**m para esse homem.
— Podemos conversar?
Fiquei tenso e parei quando Bastian me parou, com o rosto vermelho e o maxilar cerrado.
Oh merda, poucos; muuuuuito
Raramente o vi tão zangado e nunca tinha estado comigo.