CAPÍTULO 23

1195 Words
Inclinei-me, segurei-a pela nuca e a beijei mais uma vez, deixando bem claro, num beijo dominante que nos deixou sem fôlego, que pertencíamos reciprocamente. — Até mais. — Sussurrei em sua boca antes de ir em direção ao elevador antes que ficasse mais tarde. Dominique Bem. Quando fechei a porta, não consegui parar de sorrir enquanto mordia o lábio, sentindo-me em êxtase e tão leve… como se estivesse flutuando. Fui até a cozinha para pegar um café, mas percebi que não havia mais café. Que estranho, eu poderia jurar que havia deixado café na cafeteira… De repente, um barulho foi ouvido no apartamento, franzi a testa e congelei quando a porta do quarto de Jasmim se abriu e a própria apareceu com suas roupas largas da noite passada cruzando os braços. Senti algo cair do meu estômago. — Ah, Merda. — Jasmim, murmurei em choque, quando você chegou aqui? Ela sorriu divertidamente e deu de ombros. — Na verdade, eu nunca saí. — Ela me informou. Você ficou aqui a noite toda? — Você nunca saiu? — Repeti incrédula — você disse que iria com seu ex… — Não, ele me deu um bolo. Fiquei no meu quarto assistindo a um programa e então — ela sorriu ainda mais — tive muitas surpresas… Cocei a nuca, sabendo o que ela queria dizer. Ela me pegou. — Achei que não tinha ninguém em casa… Comecei, ela olhou para mim ainda sorrindo, aquele sorriso largo. Ok, desembucha… — Capitão Chances? — ela soltou um grito assustada, perdendo a calma que tinha momentos antes para mostrar seu choque exagerado. — Shhh! — Eu a incentivei a parar de gritar, sentindo meu rosto ficar vermelho. — p***a, amiga, isso é—ela baixou a voz, colocando uma mão no peito—isso é impossível! Ele não é o pai do seu ex? Respirei fundo. — Sim, por que você acha que eu não queria te contar? — Merda, ele é seu amor impossível? — ela disse em choque, dei de ombros em resposta, ela parecia que ia ficar de boca aberta— e seu ex, Gael, sabia? — É por isso que ele ficou louco… — Sim. — Eu sussurrei. Ela piscou algumas vezes e balançou a cabeça. — Não, eu disse, acho que já estava. — Amiga, amiga — ela suspirou — p***a, estou em choque, quer dizer, nossa, eles fizeram uma bagunça a noite toda e a manhã toda, por meio segundo senti ciúmes. Senti meu rosto corar ainda mais ao saber que eu não me importava com seus gritos ou gemidos, pois achava estarmos sozinhos. — Você não pode contar a ninguém, Jasmim. — Eu disse, olhando para ela seriamente. — Eu não ia sair por aí gritando, disse ela com certa ironia, mas, nossa, é uma mega bomba. Como você veio parar aqui com ele? Você não saiu com o Cleber ontem à noite? Ontem à noite… ontem à noite, tudo o que eu menos esperava realmente aconteceu. — Cleber ficou bêbado. — Deixei escapar. Ela pareceu confusa. — Mas ele não bebe muito… Suspirei. — O Capitão Chances o fez beber até desmaiar, eu disse, depois o levamos para casa, então meu tornozelo dobrou, ele me carregou até aqui e uma coisa levou à outra. Balancei a cabeça: Eu realmente tentei ser forte, mas não consigo resistir… Acredito firmemente que tudo foi obra do Capitão Chances. Ele planejou tudo como o estrategista que era. — E quem faz isso? — Jasmim respondeu — O Capitão é um sonho molhado. Sorri um pouco e mordi os lábios. — É mais do que isso… — Acabei de lembrar da conexão que tínhamos e fiquei com água na boca. Seus olhos pareciam saltar do rosto. — Quão grande é ou o quê? — Não é isso que importa, eu disse, quase ofendida por ele ter me perguntado tal coisa. Eu não queria que ele soubesse que eu tinha uma fera nas calças. — Quer dizer, quando estamos juntos, nada mais existe. Jasmim olhou para mim e um sorriso lento surgiu em seu rosto enquanto ela dizia: — Amiga, você está apaixonada. — Apaixonada? — Repeti como se ela tivesse enlouquecido. — Você não viu seu rosto? Ele disse: Você quase vomita arco-íris quando fala dele. Nunca vi essa expressão em seu rosto com Cleber. Passei a mão na cabeça. — Eu nunca consegui falar sobre Santiago, eu disse, nunca conseguimos ficar juntos, é sempre complicado. Até aqui, foi muito complicado. — E você planeja continuar com Cleber depois de hoje? — Perguntado. Fiz uma careta. — Não, era disso que eu tinha medo, eu disse, que quando eu estivesse com o capitão, ele… me enfeitiçasse de novo, se intrometesse no meu relacionamento de novo e o arruinasse, ele sempre faz isso. — Porque você deixou. — ela respondeu. Ela estava certa, eu cedi, eu queria, eu permiti que ele voltasse quando eu pedi para ele ficar. — Ei, continuou Jasmim, não está na hora de vocês dois darem uma chance? Vocês não conversaram sobre isso? Na verdade, não havíamos conversado sobre muitas coisas. — Nós m*l estivemos juntos ontem à noite, não falamos sobre o futuro. — Eu admiti. — Vocês deveriam. — Estamos no meio de uma guerra, expliquei, você sabe que devemos sacrificar nossos desejos mais puros para evitar distrações. — E é por isso que você vai desistir do homem que move sua vida? — respondeu ele, olhando-me como se eu fosse absurdo — você não é um covarde que pensa demais? Todo mundo merece ser feliz, pelo menos enquanto durar. Pensei por um momento: eu era covarde por não querer tentar? — Ele me pediu para terminar com Cleber. — Expliquei. Ela abriu a boca, mas depois a fechou, levantou uma sobrancelha e perguntou: — E ele fará isso com Isa? Fiquei em silêncio, ele nunca disse isso, nem exigi isso dele. — Ele não disse isso? — Jasmim levantou uma sobrancelha quase ofendida. — Bem, se ele não fizer isso, você terá que pressioná-lo. — Eu não sou de ficar implorando para um homem fazer o que ele tem que fazer por mim, é patético. — Respondi. — Eu não quis dizer que você deveria implorar para ele deixar os outros por você, ela explicou. Mostre a ele que, se ele não estiver com você, você estará com outros e a fará explodir de ciúmes. Isso parecia um plano perverso e desnecessário. — Vou tomar um banho. — Disse. — Ok, vou fazer o café da manhã, ela disse, sorrindo ainda mais. Imagino que você já tenha comido muito bem. Estreitei os olhos ao ouvir o duplo sentido de suas palavras, mas ele estava certo, eu havia comido muito bem esta manhã. — Que engraçado. Fui tomar banho e vesti meu uniforme, cobrindo alguns chupões visíveis que o capitão havia deixado perto da orelha com um pouco de maquiagem. Eu tinha quase certeza de que ele havia deixado os chupões de propósito. Comi algo rápido e saímos para a expedição, mas o que eu havia conversado com Jasmim ainda estava na minha cabeça… Ela estava apaixonada por ele? Nos dê uma chance?
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