Bilhetes para Dominique Bem.
Eu não disse nada a ela, afinal, ele estava absolutamente certo. No entanto, isso me incomodou sobre uma maneira de pensar nos lábios de Isa sobre ele e que não estabeleceu limites ou, sim, ficar com ela. Tive o desarme de esfregá-lo na minha cara no restaurante.
Terem fodido após eu forder com ele?
Pensar que isso me incomodava. Eu nunca seria sua segunda escolha, nem dele, nem de ninguém, se ele me quisesse como sua amante, estava muito errado.
Empurrei sua mão para tirá-la da minha perna e fiquei no meu assento quando Cleber chegou do banheiro. Meu impulso vingativo me fez inclinar para Cleber e beijou seus lábios; um beijo gentil onde nós dois sorrimos e depois ficamos no jogo. Quando olhei para os olhos do Capitão Cooper, ele tinha um olhar fixo em mim, com o rosto vermelho como se estivesse prestes a explodir, eu sorri arrogantemente para ele.
Eu não gostei muito da comida, ele sussurrou, eu vou ao banheiro.
Foi aquele momento em que pensei que vi muito pálido ou ligeiramente verde; eu não tinha certeza.
— Que tal irmos para casa?
— Eu não vou aguentar, disse ele, segurando o estômago com um rosto r**m, esperando por mim.
Ele se virou e começou a correr para o banheiro. Fiquei por um momento duvidoso e vi os meninos irem para a parte discoteca. O contra-almirante Rhuan havia conhecido uma mulher e estava indo com ela. Jasmim estava conversando com o vice-almirante Julio Cesar e Augusto com Catarina.
Eles o seguiram de perto.
— Um, onde eu estava…?
— Vamos jogar uma rodada do Bem?
Fiquei paralisado ao ouvir sua voz em meu ouvido; como um demônio sussurrando para mim para o pecado.
— Tu e eu, claro, continua a dizer.
Eu me virei para o capitão Chances, eu estava mais perto do que eu pensava, eu tinha que levantar a cabeça, porque mesmo em calcanhar era muito alto, seus olhos cinzentos fixos no meu brilhante e ligeiramente avermelhado, seu rosto inchado provando que ele estava além de seu ponto limite com uísque, mas ele não levou o apelo um pouco deslido. Eu reivindiquei meus lábios, este homem não parecia desistir, mas parecia esperar por qualquer chance de se aproximar de mim.
— Só se estiver disposto a perder, Capitão.
Seus olhos desceram à minha boca por meio segundo, me deixando sem fôlego antes de voltar aos meus olhos e ele respondeu:
— Não me apetece ter piedade hoje.
Eu não sei por que suas palavras sacudiram todo o meu corpo, meu coração estava desenfreado, eu olhei para ele quando eu respondi:
— Eu também não.
Ele esticou um dos cantos dos lábios em um leve sorriso, aquele sorriso que foi capaz de me fazer esquecer tudo, até mesmo o meu desconforto e que meu namorado estava no banheiro.
Engoli a saliva, eu sabia que não deveria brincar com ele; Eu tinha a sensação de que isso acabaria m*l, mas aqui eu estava sentado em uma cadeira em uma única mesa na frente dele. Seus olhos cinzentos não deixaram o meu.
Se eu não o conhecesse, capitão, comentei empurrando-me para trás, parece que eu tinha uma fixação comigo, não me deixará em paz.
O crupiê distribuiu as cartas, pegou uma das minhas fichas e fez a minha primeira aposta.
Ele manteve aquele sorriso na boca para responder:
— Eu não sou um homem que desiste facilmente, Dominique, ele se inclinou para a frente, levantando a aposta. E o Cleber torna as coisas mais fáceis para mim.
Eu não tive escolha a não ser igualar sua aposta.
— Não me surpreenderia se pusesses laxante na comida dele, comentei.
Ele riu entre os dentes e eu fiquei entretido por um momento, observando o quão atraente ele parecia para fazê-lo e o som de sua risada foi ouvido.
Ele não admitiu, mas teria sido uma boa ideia.
Ele nem sequer pensou nisso quando respondeu, segurando meu olhar:
— Eu sou.
Desviei o olhar sem poder resistir, por que esse homem sempre sabia o que dizer?
Cartões comuns foram exibidos, nenhum deles tinha nada de especial. Quando os últimos se viraram, eu sorri orgulhosamente quando eu o derrotei e eles me deram suas fichas. Olhei para isso superiormente.
Aproveite sua raia, o bebê piscou sobre meu olho, aquele simples gesto parecia reto no meio das minhas pernas, ainda mais quando ele me chamou de bebê, lembrando que ele me chamou na cama, limpei minha garganta e tive que cruzar minhas pernas.
— Devia ter ido com a tua namorada, comentei sobre alguma ironia, não se sentia m*l com o tornozelo?
O crupiê começou a distribuir os cartões novamente.
Chances sacudiu os olhos, sabendo que ele estava desafiando-o com a minha pergunta irônica.
— Estou onde quero estar, disse ele, e é aí que está contigo.
Apertei meus lábios sem fôlego e abaixou meu olhar para a mesa para evitar olhar para ele quando senti que desta vez consegui acelerar meu coração com o que ele disse. Dei minha primeira aposta sem dizer nada, ele aumentou a aposta, franziu a testa e deu minhas fichas. Ele continuou me batendo, mesmo que ele tivesse vencido a primeira rodada, ele ainda tinha mais fichas do que eu. Dei minha última aposta para igualar, eu não tinha mais fichas e ele parou de aumentar a aposta para o meu alívio.
Devíamos tornar isto mais interessante, propôs o Capitão Chances.
Eu disse levantar uma sobrancelha esperando o que eu diria, sabendo que não poderia ser bom.
— Se eu ganhar, terá que terminar com o Cleber agora.
Pisquei algumas vezes e puxei para trás em meus braços.
Não gosto dessa aposta, Capitão, soltei-me sabendo que só queria ser manipulada.
Ele disse para manter o sorriso malévolo na cara, então, se eu ganhar, vais ter de ser meu escravo para o resto da noite.
O seu escravo, repeti-me inquietado, isso faz parte das suas fantasias sexuais comigo, Capitão?
Seus olhos cinzentos pareciam escurecer.
— Tenho muitas fantasias consigo, Comandante Bem, disse ele, e é definitivamente uma.
Senti meu rosto picando do rubor que me invadiu.
Tenho a certeza que voltaria a ganhar, mas se eu ganhar de novo, vai ter dque me deixar sozinha com o Cleber.
Ele manteve os lábios em um leve sorriso e afirmou com a cabeça.
— Ambos sabemos que não é o que quer, disse ele, mas eu aceito.
Eu disse de forma superior.
Quando as cartas foram viradas, não havia contemplação, ponto médio, ou algum tipo de armadilha, o capitão tinha um craque perfeito que esmagou o meu me deixando arruinado em questão de segundos.
Meu sorriso de superioridade saiu e eu vi como ele sorriu me mostrando aquela perfeita dentadura comercial.
Nós dois sabíamos muito bem o que significava.
Para o resto da noite, eu seria escravo do Capitão Santiago Chances.
Daniel Chances.
O rosto de Dominique era um poema inteiro, seus olhos azuis amplificados, seu rosto mostrando perplexidade. Eu realmente gostei toda vez que eu consegui baixar os vapores quando eu estava agindo arrogante na minha frente.
Eu fui para a frente e silenciei:
- Sua primeira ordem como minha escrava é: tirar suas calcinhas.
Seu rosto ficou avermelhado de vergonha.
— O que é isso? - Não, não.
— E voce me dá.
— Não, não.
Parecia um coelho apanhado numa armadilha sem saída.
Eu não a forcei, ela entrou lá e ela ia gostar.
"Pode apostar", respondi, "ou você é um mau perdedor?"
Diante da minha pergunta provocativa e desafiadora, ela me encarou, aquele olhar capaz de fazer minha braguilha fechar sem esforço algum.
Ela olhou ao redor e então, com o olhar fixo em mim novamente, começou a se mexer um pouco na cadeira. Observei-a divertida enquanto ela terminava de tirá-los e finalmente os entregava para mim por baixo da mesa. Toquei na calcinha de renda e a coloquei no bolso.
Esta noite seria muito interessante.