CAPÍTULO 17

1730 Words
Dominique bem. Quando o Capitão Chances ligou o automóvel, eu me inclinei para trás para ver que Cleber se estava respirando, mas era mais do que evidente somente vê-lo descobrir, sua boca estava bem aberta e ele roncou muito alto. Acho que foi a primeira vez que o vi tão bêbado que fiquei preocupada. — Vai ficar tudo bem — Chances disse. Olhei para ele, a lamber os lábios e a sentar-me no banco, evitando olhar para ele. Depois daquele momento íntimo no clube, percebi que não importava o quanto o meu cérebro se recusasse, todo o meu corpo continuava a reagir por ele e isso definitivamente me frustrava ainda mais. — Claro, ele está bêbado — respondi olhando para a frente enquanto cruzava os braços. — Também ficará bem quando você terminar. — adicionado. Eu franzi a testa e olhei para ele como se ele tivesse ouvido m*l. — Por que tem tanta certeza de que vamos terminar? — Perguntei. — Porque você quer, sou eu — ele disse simplesmente enquanto continuava dirigindo daquela maneira simples que o tornava irresistível, seu olhar fixo na frente, sua carranca e suas mãos firmes na roda onde parte das veias e tatuagens de seus pulsos. Engoli muita saliva, era muito verdade, mas tive que tirar esse desejo da minha cabeça, mesmo que as bebidas estivessem mexendo minha mente em pensamentos confusos que me guiaram a me jogar em seus braços. Eu me recusei a me agradar, mesmo que todo o meu corpo estivesse quente e inquieto para a pessoa errada: Capitão Chances. — Eu não quero que as coisas se compliquem — disse —, além disso, você vai sair, como você acha que vai acabar? Ele ficou em silêncio por um momento enquanto passava um de seus dedos sobre os lábios, pouco após chegarmos ao Centro D.E.A e ser estacionado sob o edifício Cleber, e depois disse: — Não sei como vai acabar, mas tenho a certeza de que quero estar contigo — ele olhou para mim e eu parei oficialmente de respirar —, não porque só um momento Dominique. Eu não quero te ver feliz nos braços de outro homem, eu quero ser o único a fazer você feliz. Eu estava sem fôlego e com a boca ligeiramente aberta da impressão. Foi uma declaração de amor? Ou algo alimentado por bebidas de uma noite? Olhando para seus olhos cinzentos, vi que não havia dúvida do que ele estava dizendo, mas, mesmo eu não tinha certeza, Cleber estava roncando na parte de trás do automóvel. Oh, meu Deus. A química entre nós aumentava a cada segundo que nos encarávamos na escuridão do automóvel, seus olhos cinzentos me chamando como aquela chama ardente no fim do túnel que me prometia ter liberação. A verdade é que nunca gostei tanto de sexo como quando estava com ele e foi isso que me atormentou dia e noite, resistindo à química intensa que partilhávamos. “Eu quero ser o único a fazer-te feliz.” Não. Eu tive que reagir. Eu desviei o olhar dele, enquanto balançava a cabeça, e Augusto e Catarina haviam saído do BMW do capitão e estavam esperando por nós. —É melhor entrarmos em Cleber. — disse. Ele não disse nada, acabei de sair do carro, e Augusto o ajudou a carregá-lo com o capitão. Cleber estava mais na terra do sono do que na realidade, coitado. — Está bem? — A Catarina perguntou enquanto os acompanhávamos lá em cima. Eu encolhi os ombros. — Acho que foi só uma farra — acabei de dizer. — Não estava a perguntar por ele. — A Catarina murmurou e certificou-se de que os rapazes não nos ouviam quando ela continuou: — Eu a vi dançar com o Capitão Chances. Senti como se tivesse ficado pálida, mas ainda a olhava despreocupadamente, como se ela não entendesse o que estava dizendo. — Ah, sim, estávamos só dançando, o que tem? Quando olhei para ela novamente, ela tinha os olhos estreitados especulativamente. — Não sei, é como se ele tivesse um look diferente contigo, nem sei explicar — disse ela com uma ligeira careta de confusão —, mas nunca vi esse look, nem mesmo com a Isa, e acho que nunca o vi dançar antes, foi tão estranho. Engoli minha fala, enquanto ela estava certa. Eu não se lembrava de ter visto o capitão dançar com ninguém e sabia como fazer, todo ele soltou sensualidade, minha pele ficou em pé somente lembrando seus quadris contra os meus, suas mãos descendo pela minha cintura me fazendo mexer todos os hormônios completamente dentro de mim… Eu balançei a cabeça. — Você já está paranoica. Meus amigos mais próximos já estavam começando a suspeitar disso porque o Capitão Chances estava se tornando mais insistente, eu tive que ficar o mais longe possível dele a partir de agora. Eu fui em frente para evitar o assunto e cuidei de marcar o elevador, além de abrir a porta do apartamento de Cleber para que os meninos finalmente o deixassem no sofá da sala de estar. Tirei-lhe os sapatos e coloquei-o numa posição melhor. Ele nem sequer reagiu, continuou a dormir, por isso saímos a seguir. Descemos falando sobre o incrível da noite, por mais que eu sorria, minha cabeça só repetia as palavras que o capitão havia me dito no carro. Ele não estava dizendo essas coisas, na verdade eu nunca imaginei ele confessando algo profundo, então ele estava falando sério? Dissemos adeus aos meninos; eles moravam muito perto do edifício Cleber, mas eu não morava em nenhum lugar perto, eu vivia dobrando o bloco, o capitão se aproximou de mim. — Deixe-me levá-lo — propõe. Ficar sozinha com ele me faria engolir todas as palavras que eu disse antes de conhecê-lo e certamente estar completamente sozinho o faria me jogar em seus braços sem contemplação, ele não poderia pagar. Era muito perigoso, porque perto dele eu não conseguia pensar. — Eu não estou muito longe — disse, evitando seu olhar — Obrigado de qualquer maneira. — Não é bom para você andar nesses saltos, Dominique. —respondeu. A menção do meu nome em sua boca me fez corar um pouco, mas eu ainda me recusei a olhar para ele, eu só precisava fugir daqui. — Sou boa, capitão, boa noite —refutei, e virei-me para começar a andar pela rua a perceber o seu olhar fixo nas minhas costas como se fosse a sua mão e não os seus olhos a correr pelo desenho descoberto das minhas costas. Mas eu m*l dei três passos graciosos quando meu calcanhar inesperadamente encravou em uma das lacunas da rua e meu calcanhar dobrou, fazendo com que eu caísse no chão. Senti o blush encher meu rosto e as palmas das minhas mãos doíam porque as coloquei na frente para evitar minha queda. — Merda, está bem? — ouviu-se preocupado a chegar ao meu lado, mas mesmo assim, quando ele parou para o lado, ouvi uma ligeira risada sobre o que havia acabado de acontecer. Já fazia muito tempo desde que ouvi aquela ligeira risada e hoje ouvi-a várias vezes, não fui desajeitado, o que me aconteceu? — Estou bem — respondi de mau humor, olhei para as minhas meias a perceber que um grande buraco tinha sido aberto nos joelhos, ótimo, ótimo. Levantei-me mas o meu calcanhar doía e quase caí de novo, mas ele segurou-me no ar antes que isso acontecesse, as mãos dele no meu tronco a segurar-me, sentiram-se a arder, aqueceram todo o meu corpo, quase a fazer-me ignorar a dor. — Acho que vou ter de te levar — respondeu Chances. A voz dele, num sussurro tão perto do meu ouvido que me cerrou a pele e sem aviso, carregou-me nos seus braços fortes como uma donzela inteira em perigo. Ofegando-me, segurando no pescoço e mantendo aquele leve sorriso arrogante nos lábios enquanto me levava ao seu automóvel, sua proximidade com seu corpo me envolveu. Eu senti em todo o meu corpo que estava começando a queimar. Como ele sempre conseguiu escapar? Claro, o Capitão Chances era um grande estrategista, eu não duvidava que ele tivesse planejado tudo, só que este no meu tornozelo dobrado foi somente um golpe de sorte para ele. Eu entrei no BMW com cuidado e pegamos o cinto de segurança passando lentamente sobre o meu peito. Seu rosto a poucos centímetros do meu me observa enquanto eu terminava de abotoá-lo, eu podia sentir nossas respirações se misturando. Senti como se ele estivesse me torturando. — Podia ir sozinha — sussurrei num fio de voz a olhar para aqueles malditos olhos cinzentos que tanto amava, a uma curta distância senti que não conseguia pensar em mais nada. Eu tinha me pegado e já estava cansado de lutar. — Queria fazer. Eu respondi nesse mesmo tom baixo que usei, quebrei os lábios e ele olhou para a minha boca, a uma curta distância. Senti que ele ia beijar-me e f***r tudo no meu corpo, pediu-me para gritar, o que ele fez, quando o nariz dele escovou o meu, eu tremi. — O suficiente... Não, por favor. — Eu sussurrei em um apelo tão fraco que eu nem sequer acreditava em mim, mesmo sabendo que era o meu último neurônio de corda que estava funcionando. — Não farei nada até me pedir Dominique. Ele não se mexeu por alguns segundos, me observando, e foi o suficiente para mim, eu não aguentava mais com essa tortura que me fez passar toda a maldita noite. Eu ia encurtar a distância para devorar sua boca enquanto todo o meu corpo gritava comigo, quando de repente ele se separou de mim tão rápido que eu m*l pisquei e fechei a porta do veículo, me deixando desequilibrada e atordoada. Raios, eu ia mesmo beijá-lo? Pisquei algumas vezes e limpei minha garganta enquanto ele subia na estação do piloto e ligava o automóvel, ambos silenciosamente sob música suave que eu não conseguia reconhecer. Em poucos minutos, ele estacionou sob o meu prédio e desligou o automóvel, saindo; ele colocou o veículo ao redor e abriu a porta para mim, eu soltei meu cinto e ele me carregou de volta em seus braços, segurando-me pelas costas e acima das coxas firmemente para começar a andar comigo. Atualmente, já senti isso, não o meu tornozelo doeu, mas... Eu não lhe disse.
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