Bilhete para Dominique Bem.
Percebi como meus olhos estavam escuros, com aquele sorriso leve e perigoso em meus lábios, o que ver o cheiro do caçador para mim me fez tremer, tudo ou meu corpo aqueceu e eu ativou que me fez confortável novamente eu não tinha meu assento para cruzar minhas pernas quando sentia que algo que não era apropriado estava deitado em meu centro, devido a alguma necessidade de alguém que estava tentando manter um muro de indiferença.
Jogador, mas esse cara era fedorento para mim, foi por isso que eu quis pular nele.
- Vamos tomar uma bebida, disse o Capitão, com a voz um pouco rouca.
De repente, senti minha garganta seca e precisava desesperadamente de algo para acalmar meus nervos, mas sabia que isso tinha um duplo sentido e algo dentro de mim ainda resistia.
— Cleber... — Comecei a dizer, mesmo sabendo que Cleber ficaria preso no banheiro por um tempo, porém o Capitão Chances me interrompeu dizendo:
— Você está me respondendo?
Seus olhos se estreitaram desafiadoramente, senti como se o calor estivesse me incendiando por dentro.
— Não. — Murmurei.
Ele levantou uma sobrancelha e perguntou:
— Não, o quê?
— Não, senhor, respondi com um sorriso leve e divertido, percebendo que ele levava o papel de mestre e escravo muito a sério.
— Vamos esperar o paciente diarreico no bar — ele abriu os lábios num sorriso — É uma ordem.
Eu levantei as duas sobrancelhas ao ouvir o que ele disse, mas não disse nada, apertei os lábios para não soltar o leve sorriso que queria invadir meu rosto. Na verdade, o jogo quente que estávamos jogando estava começando a me excitar.
Ele veio até mim, sentou-se e ofereceu-me a mão, enquanto seus olhos cinzentos brilhavam de malícia. Eu o peguei e ele me ajudou a levantar antes de colocar a mão na parte inferior das minhas costas, onde meu vestido tinha um corte provocante, de modo que eu senti o calor de sua mão como fogo passando pela minha pele.
Quando nos aproximamos do bar, fomos para um dos cantos um pouco isolados e escuros do lugar. Ele esperou que eu me sentasse, tentei manobrar para que meu vestido curto não mostrasse mais do que o necessário. Quando eu já estava sentada, ele sentou ao meu lado, muito perto de mim, seus olhos continuavam me encarando e aquele leve sorriso ainda estava em sua boca.
— Pensamento? — perguntei, sem saber o que ele estava pensando.
— Acho que você não está usando calcinha e isso está me deixando louco. Sentei-me na cadeira, olhando ao redor para ver o que ele havia dito; fiquei com medo de que alguém ouvisse, mas felizmente todos pareciam estar ocupados com suas próprias coisas e naquele canto parecíamos estar camuflados. Olhei para ele novamente e disse:
— Não fale tão alto, Capitão, eles podem nos ouvir.
Ele não tirou os olhos dos meus quando respondeu:
— Você dificulta as coisas para mim.
Seus olhos estavam fixos nos meus, e senti o vapor quente subir ao meu rosto e também descer pelas minhas pernas. Ele levantou a mão para o barman e disse:
— Um uísque com gelo para mim e para a moça…
— Vinho branco. — Perguntei.
O barman serviu imediatamente e foi servir outras pessoas. O capitão Cooper pegou seu copo e o ergueu para mim.
— Vamos brindar.
Peguei meu copo e o ergui para ele.
— Qual é a ocasião? — Perguntei, entrando na brincadeira. Ele lambeu os lábios e seus olhos cinzentos na penumbra pareciam me perfurar.
— Porque você é minha escrava e eu sou seu mestre, ele sussurrou, mesmo que seja somente por algumas horas.
Ele brincou com seu copo no meu, não tirei os olhos dele, enquanto bebíamos, terminei meu copo sem respirar, mas senti que não conseguiria me acalmar só por estar ao lado dele, quando meu namorado estava no mesmo lugar que eu no banheiro. Eu nem conseguia me lembrar do porquê de ter ficado incomodado com Chances. Acho que beber aquela bebida finalmente me fez perder o controle.
Ele deixou metade do uísque no balcão, ao lado do meu copo vazio, e eu o observei tirar um cubo de gelo da boca com a mão enquanto se inclinava na minha direção.
— Abra as pernas. — ele ordenou.
Meus olhos se arregalaram, fiquei tentada a recusar, mas sabia que não podia, discutir com ele era como discutir com uma parede.
— Por que aceitei essa aposta?
Sentei-me um pouco mais ereto, o bar estava na minha frente, então, quando abri um pouco as pernas, não me senti tão exposto, muito menos no canto escuro e um pouco isolado onde estávamos. Respirei fundo e, quando ele se inclinou em minha direção, pude sentir sua respiração roçar meu ombro.
— Assim mesmo, escrava. —Ele sussurrou roucamente quando senti sua mão descer até a perna dela e estremeci com o toque do gelo, minha respiração começou a acelerar quando ele começou a deslizar o gelo em seus dedos do meio da minha coxa para o meio das minhas pernas, mordi meu lábio, mas ainda não consegui evitar um gemido quando ele deslizou o gelo pela parte superior da minha barriga e em meu c******s quente e pulsante até minha entrada e começou a movê-lo para cima e para baixo.
— Merda... —Gemi, encostando-me nele, sentindo meu corpo todo esquentar e minha barriga começar a se contrair enquanto ele continuava a mover o gelo e ele derretia contra meus lábios inferiores, era uma sensação que eu nunca havia experimentado antes.
— Você gosta disso? — ele perguntou num sussurro no meu ouvido antes de morder meu lóbulo.
— Sim. — Engoli em seco, sentindo a sensação de formigamento começar a invadir minha barriga e se espalhar por todo meu corpo em uma sensação gloriosa.
— Sim, o quê? — Ele perguntou, com a voz exigente.
— Sim, senhor, sussurrei, sentindo uma mistura de dormência enquanto o orgasmo começava a se formar na minha barriga, numa agradável sensação de prazer.
— Você quer que eu pare? — Perguntado.
— Não, senhor, sussurrei.
Ele moveu a mão para jogar o gelo em algum lugar no chão e agora foi a outra mão que o substituiu, as pontas dos seus dedos quentes tocando minha pele gelada, umedecida em uma mistura de temperaturas, movendo seus dedos em círculos leves no topo do meu c******s.
— Chances… — Engoli em seco e fechei os olhos para não fazer um escândalo na frente de todos quando vissem que eu estava prestes a gozar.
— Eu amo o jeito que você geme meu nome. —Ele sussurrou em meu ouvido, aumentando o desejo dentro de mim.
— Você vai me fazer gozar em público. — Eu o avisei, sentindo que não conseguiria mais me conter.
Ele pressionou os lábios no meu ouvido e sussurrou:
— A vontade de te trazer aqui sem me importar com quem pode nos ver está começando a tomar conta de mim, querida. Venha para mim.
Eu não aguentava mais, sem aviso o orgasmo me invadiu por completo e virei minha cabeça em direção ao seu pescoço, me escondendo ali para que ninguém visse minha cara de completo prazer, caramba como era difícil ficar parada e esconder o maior prazer que esse homem tinha me causado na frente de todos.
Capitão Chances tirou a mão de entre minhas pernas e eu as fechei, sentindo meu corpo ainda convulsionando pelo orgasmo. Sua respiração estava ofegante enquanto ele passava lentamente a mão pelas minhas costas. Eu podia ver o desejo dentro dele de me ter. Depois de um momento, quando me sentei novamente, olhei para ele, seus olhos estavam escuros, o canto de seus lábios em um leve sorriso malicioso.
— Você quer mais? - Perguntado.
Engoli em seco, claro que com ele eu sempre iria querer mais. Abri a boca para responder que sim, não me importava se fôssemos ao banheiro ou ao carro naquele momento, não me importava com nada nem ninguém, eu precisava disso, quando de repente ouvimos:
— O que está acontecendo aqui?
A voz de Cleber me fez ficar parado no meu lugar.
Merda, ele nos viu?