DOMINIQUE BEM.
A luz do policial iluminou nossos rostos e estreitei os olhos diante da intensidade da luz branca.
— Mãos onde quer que você as veja. — Ele disse em alemão, mas nós dois o entendemos.
Levantamos as palmas das mãos para mostrar que não carregávamos nada além de milhares de hormônios misturados no meio de uma floresta.
Ele desviou a luz do nosso rosto quando estava perto o suficiente, percebeu que não estávamos m*l vestidos e tinha um carro chique atrás de nós para dizer:
— Identificação.
O capitão Chances estendeu calmamente a mão por trás das calças para tirar a carteira, não pareceu nem um pouco intimidado, tirou a identidade e mostrou-lhe, o oficial levantou ambas as sobrancelhas e devolveu-a a ele.
— Senhor policial, e disse: — Você, mais do que ninguém, deveria saber que realizar esse tipo de ato é ilegal.
Chances esticou os lábios num leve sorriso. Ficou evidente em nossos rostos que somente beijar não era nosso plano.
Ainda bem que o policial não chegou antes nem nos pegou em flagrante.
— Não foi de propósito — Chances admitiu.
O policial franziu os lábios, parecendo um tanto envergonhado, e murmurou:
— Vou ter que multá-los.
Ele tirou um caderno e uma caneta do bolso.
— Eu entendo — Chances respondeu.
O policial anotou a multa, registrou e finalmente nos entregou.
— Por favor, vá para casa — avisou o policial, virou-se e voltou para a viatura.
Daniel Chances e eu olhamos um para o outro e depois rimos sem motivo, talvez porque quase nos pegaram. Depois entramos no automóvel e Chances começou, a música tocando.
Tentei não perder o controle parecia fraco entre nós, observei Chances dirigir com um leve sorriso, os braços se contraindo, o rosto fixo na estrada, quando então colocou a mão na minha perna enquanto continuava seu caminho, aquele simples toque parecia tão possessivo e firme; como se eu pertencesse a ele.
— Odeio que estar com você pareça tão irreal — murmurei.
— Eu me sinto real quando estou com você — respondeu.
Levantei ambas as sobrancelhas.
— Olha isso, ele é temido.
O capitão Chances tem um lado muito doce.
Ele manteve seu leve sorriso e murmurou:
— Não com todos.
Eu acreditei nele, EVITAR, ele era c***l e até indiferente com todos, mas comigo nunca foi assim; talvez no começo, quando ainda não tínhamos nos envolvido, mas depois ele se tornou essa… pessoa que me tratava como se eu fosse a coisa mais importante do mundo para ele.
Chegamos ao centro de E.M. A ele estacionou o automóvel em frente ao meu prédio.
— Você quer subir? — Eu sugeri, eu realmente não queria fugir dele ou que ele fosse embora.
Ele não hesitou nem um pouco quando desligou o automóvel, como se estivesse esperando que eu o convidasse e disse:
— Eu adoraria.
Saímos do automóvel numa noite fraca, onde tudo estava calmo e solitário, ele pegou minha mão e caminhou comigo, ele não soltou quando subimos o elevador, quando entrei no meu apartamento percebi que não tinha ninguém em casa, imaginei que Jasmim ainda estivesse no clube com os meninos.
O capitão foi ao banheiro e eu fui para o meu quarto para trocar minhas roupas por uma camisa larga e confortável para dormir com uma calcinha.
Quando ele saiu e entrou no quarto, eu fui ao banheiro, lavei meu rosto, livrando-o da maquiagem e da boca, quando voltei para o quarto, descobri que o capitão estava somente de cueca, descansando confortavelmente na minha cama, parecendo muito sexy.
Embora seu olhar estivesse um pouco pesado, pois ele estava perto de adormecer.
Admiti, eu também estava muito cansada. Assim que me deitei ao lado dele, ele me envolveu no braço e eu deixei minha mão em seu peito, sentindo seu batimento cardíaco. Nós dois parecíamos completamente exaustos a partir de hoje, e o sono parecia nos invadir, mas quando coloquei uma perna acima da dele, tropecei na enorme montanha escondida no tecido da cueca dele.
— Você está cansado? — Perguntei.
—Já faz muito tempo que não sinto como era estar com sono —admitiu—, embora o desejo que tenho por você seja igualmente grande.
Eu ri um pouco e bocejei ao mesmo tempo que ele.
— Acho melhor dormir, amanhã é outro dia — murmurei, fechando os olhos. Ele pegou meu queixo, levantou minha cabeça em sua direção para me dar um leve toque nos lábios e sussurrou sobre minha boca:
— Descanse, bebê.
— Descanse. — Sussurrei com um leve sorriso e a segurei até adormecer em seus braços e minha cabeça em seu peito.
Jasmim.
Ele me beijou lentamente mais uma vez, quando terminamos a segunda rodada na cama, minhas mãos em volta do pescoço dele, minhas pernas ao lado dele ainda ofegantes de tanta diversão que tivemos aqui. Levantei-me para tirar o m****o dele de dentro de mim e caí na lateral da cama. Ele tirou a camisinha, amarrou-a com um nó e jogou-a na lata de lixo antes de se acomodar na cama e passar a mão pelos cabelos. Na escuridão fraca, ela parecia muito mais sexy do que antes.
— Eu nunca havia estado com alguém que conseguiu me satisfazer tão bem — disse. Eu desabafei em êxtase, sentindo como se minha pele ainda estivesse vibrando.
Júlio César esticou os lábios num sorriso, parecia muito calmo, sempre parecia controlado, mas sem dúvida um selvagem na cama.
— Você está nisso há muito tempo no Centro E. M.A? — Perguntou.
Fiquei surpreso de que ele quisesse falar um pouco, quando antes ele parecia tão misterioso sobre questões pessoais, como se não gostasse de falar sobre si.
— Estou, por aqui há algum tempo — admitiu, desde os 18 anos.
— Quantos anos você tem agora?
— 28.
Ele permaneceu pensativo por um momento.
— Estou bem velho para você — ele disse—, tenho 38 anos.
Eu era 10 anos mais velho, mas o que a idade importava agora?
— Eu nunca havia estado com alguém mais velho — admiti—, mas gostei da experiência.
Aproximei-me um pouco dele e descansei minha cabeça em seu ombro confortavelmente. Ele enrolou um braço em volta da minha cintura para nos deixar mais confortáveis.
— A que horas devemos sair? — Eu solicitei.
— Aluguei até as seis da manhã — ele disse—, podemos descansar se você quiser, amanhã vai ser um dia agitado, temos que planejar a guerra e é sua vez de treinar.
Soltei um suspiro, eu realmente adoraria ficar aqui para sempre.
— Tenho uma ideia fantástica para a guerra — murmurei, para localizar o centro onde estão os Hanã e lançar uma bomba sobre eles.
Ele riu um pouco.
— Eu gostaria que fosse tão simples, o almirante Leal, ele não gosta de coisas improvisadas.
Dada a menção do almirante Leal.
Lembrei-me de que ele era o pai de Isa.
— Você é muito superprotetor com sua filha? — Eu perguntei.
— Na verdade, ela é sua única filha.
— E por que ele deixou se juntar ao Capitão Chances? — Eu perguntei. Quero dizer, o Almirante Leal sabe como ele é... ele.
A fama do Capitão Chances, ou melhor, os capitães em geral.
Ele pensou nisso por um momento.
— Parece-me que, porque Isa está apaixonada por ele — Júlio admitiu—, o almirante o fez jurar respeito para sua filha, caso contrário ele o dispensaria do trabalho.
Franzi a testa e olhei para cima para olhar melhor para ele.
— Você consegue fazer isso?
— Tem influência no conselho dos oficiais-general — ele disse—, eu realmente não acho que ele ouse fazer isso e honestamente me parece que Chances também não, mas ele respeita o Almirante Leal como amigo, ele era seu superior quando entrou para a Marinha. Já vi Chances mudar muitas coisas para como era antes, acho que ele considera Isabela muito seriamente.
— Hum… —Murmurei com todas essas informações valiosas, então o Capitão Daniel Chances era o capricho de Isa e seu pai fez com que o Capitão Chances fosse ameaçado de alguma forma, interessante.
— Você está confortável? — Julio perguntou.
— Em seus braços, muito — admiti, acomodando-me novamente em seu peito.
— Você tem um filho ou… família? Acho que é um mau momento para perguntar se você tem esposa ou algo assim.
Ele riu um pouco, mas não respondeu, somente murmurou:
— Boa noite, Jasmim.
Aparentemente, saber um pouco mais sobre o General Julio Cesar era impossível, ele tinha um muro onde não me deixava entrar em sua vida.
— Da mesma forma. — Respondi e depois adormeci ao lado dele.