CAPÍTULO 34

1331 Words
Dominique Bem. Bati as pernas com força, sentindo meu rosto inteiro corar, minha mente correndo com mil desculpas, mas minha boca não conseguia dizer nada. Eu me sentia exposta. Não queria ver o rosto dele, muito menos saber se ele estava bravo com aquilo. Ou a ideia de ele ter visto o show inteiro e percebido começou a girar na minha cabeça, me enchendo de vergonha. — Estávamos tomando uns drinques enquanto esperávamos por você", disse Capitão Chances com total serenidade e calma. Como está seu estômago? Você não parece bem. Com a resposta calma do Capitão, respirei fundo e me virei para Cleber, finalmente percebendo que seu rosto não estava bravo, mas sim desfigurado; ainda estava ligeiramente pálido e esverdeado. — Não estou me sentindo muito bem, disse Cleber, balançando a cabeça. A comida não me caiu bem. Levantei-me, com as pernas ainda trêmulas pelo que havia vivenciado com o capitão minutos antes, e coloquei a mão na testa de Cleber; ele suava frio. — Que estranho que a comida de lá tenha sido a única que te incomodou, comentei. Cleber começou a me dizer que a comida dele provavelmente continha muitos laticínios e que era por isso que se sentia assim. No entanto, me distraí quando vi o telefone do Capitão Chances tocando. Meus olhos de espionagem à distância viram o nome, e era Isabela. Ele desligou, mas notei que tinha muitas chamadas perdidas e mensagens dela. O capitão desligou o telefone e o colocou de volta no bolso, ignorando-a completamente. Foi como um choque de realidade vê-la atormentar o telefone do Capitão Chances; ela era namorada dele, tinha o direito de abraçá-lo e beijá-lo na frente de todos, de sair com ele para restaurantes com os almirantes. Ela se pendurava orgulhosamente em seu braço, reivindicando-o como seu porque ele não estava disposto a deixá-la. Ainda não havia acabado para ela, mesmo eu tendo exigido porque eu era uma espécie de brinquedo dele, ela era o futuro dele. Saber disso doía, e talvez tenha sido o álcool no meu organismo que me fez cair nessa realidade. — Vou para casa, disse Cleber, finalmente me tirando do meu devaneio, e olhei para ele novamente. — Quer uma carona?, perguntou o Capitão Chances, também se levantando do banco. Dirigir com dor de estômago não deve ser ótimo. Fiquei surpreso com a gentileza dele com Cleber, mas tinha certeza de que ele tinha um plano maligno na manga. — Não, não, disse Cleber rapidamente, eu sei dirigir, mas estou com uma dor de estômago terrível. — Talvez devêssemos ir para o hospital da D.E.A, sugeri. — Não, não, vou só tomar um chá e dormir, disse Cleber simplesmente. — Eu vou com você, eu disse, virando-me para procurar minha pequena bolsa, mas ele me interrompeu, dizendo: — Amor, é que… Ele pigarreou e se inclinou para sussurrar: eu realmente não quero te incomodar com a minha dor de estômago. Além disso, acho que sujei as calças. Sinto muito por não poder terminar esta noite com você como planejei. Fiz uma careta. Então ele pretendia me deixar aqui no cassino? — Se quiser, Coronel Cleber, posso levar o Comandante Bem, Capitão ofereceu gentilmente. — Não, não… Cleber começou, mas sua expressão mudou quando sentiu uma dor no estômago e disse rapidamente: Sim, por favor. Obrigado, Capitão. Estou indo. Ele apertou minha mão, sem perceber que estava apertando a mão de Judas. Então, beijou o topo da minha cabeça e saiu rapidamente, deixando-me nos braços do lobo. — É, o cara com diarreia definitivamente sempre facilita as coisas para mim, comentou o Capitão Chances com um toque de ironia na voz. Então era isso que eu era para ele? Alguém fácil de conviver quando ele não queria passar tempo com a namorada? Virei-me para ele, cambaleando um pouco ao sentir o álcool no meu organismo me deixando tonta, e apontei com raiva para ele, sentindo fumaça saindo das minhas orelhas. — Eu não vou com você, respondi abruptamente. Prefiro pegar um táxi. O Capitão Chances arqueou as sobrancelhas diante da minha mudança repentina de atitude. Antes, eu estava apaixonada, implorando para ser tocada e fodida em um banheiro; agora, eu estava irritada e só queria me afastar dele. — Você está brava? Perguntou ele, segurando minha mão pelo pulso que apontava para o seu peito. O que eu perdi? Seu toque firme no meu pulso e seu olhar ligeiramente confuso me aqueceram novamente, mas me esforcei para não perder o foco. Eu estava simplesmente furiosa. Dei um passo em sua direção, erguendo o queixo. Seus lábios estavam levemente contraídos em um sorriso divertido, e seus olhos cinzentos estavam fixos nos meus. — Você continua com ela, Capitão, soltei, enquanto me toca, e eu já disse que não compartilho. Ele lambeu os lábios e meus olhos pousaram neles, sentindo todo o meu corpo estremecer com a qualidade do beijo. — Você está com ciúmes? Perguntou ele com um leve tom de zombaria na voz. Olhei em seus olhos novamente. Eu estava com ciúmes? Claro que estava, eu estava fervendo de ciúmes, mas não o deixaria saber. — Não, respondi. Ele deu mais um passo em minha direção, diminuindo a pequena distância entre nós com um sorriso divertido nos lábios. Precisei levantar a cabeça; aquele homem era alto demais, e eu nunca conseguiria me acostumar com a altura dele. — Não se esqueça de que você ainda é minha escrava, Dominique, sussurrou ele. A noite ainda não acabou, e você precisa pagar sua dívida. — Senhor, esta é a conta, disse o barman, chamando nossa atenção enquanto colocava o papel no balcão. Eu havia esquecido que deveríamos pagar as bebidas. Me soltei do Capitão Chances e automaticamente abri minha bolsa para pegar minha carteira. No entanto, Capitão levantou a mão para me impedir de abrir a carteira, tirou uma nota de vinte do bolso e a deixou no balcão. — Eu pago com meu próprio dinheiro, retruquei. Ele me olhou como se eu tivesse afrouxado um parafuso e disse: — Enquanto você estiver comigo, não precisará pagar nada. Eu tive que processar aquilo; eu estava tão acostumada a pagar por tudo desde que estava com Cleber que o fato de ele ter feito isso me pareceu estranho. Não disse nada a ele; ainda sentia uma mistura de irritação, ciúme, embriaguez e excitação, tudo misturado. Me virei e saí rapidamente do cassino, atravessando o estacionamento. — Dominique, ouvi Capitão dizer atrás de mim, entre no automóvel. — Eu não sou sua prostituta particular! Retruquei ressentida, sentindo minha língua ficar lenta devido ao álcool. — Não, você tem razão, você é minha escrava, ele retrucou. Virei-me quando ele abriu a porta do BMW para mim. Agora, seu maxilar estava cerrado e ele parecia menos paciente, mas minha resposta foi mostrar o dedo do meio e olhei para frente novamente, continuando em direção à rua principal para chamar um táxi. É, tudo bem, ele havia pago minha conta, fiz de tudo para estar comigo esta noite, mas… Ele não era meu. Esse detalhe foi o que mais me irritou, porque eu estava realmente sentindo demais por aquele i****a que não largava a namorada. O nó na minha garganta se apertou e levantei a mão para parar o primeiro táxi que passou. Inclinei-me em direção à janela para mostrar a ele para onde estava indo quando o vento frio soprou, levantando levemente meu vestido curto, deixando minha b***a exposta. Eu estava prestes a me cobrir rapidamente quando, de repente, um par de braços me envolveu por trás. Soltei um grito, sentando-me. Mas eu sabia exatamente quem estava me segurando. Seu cheiro era inconfundível. Ele me pegou em seus braços grossos como se eu fosse um pacote. ‍​‌‌​ ‌‌‌​​‌​‌‌​‌​ ​‌ ‌‌‌​‌‌​​​‌‌​​‌‌​‌ ‌​​​‌ ‌‌‍
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD