Dominique Bem.
Dessa vez, Jasmim saiu no carro com Augusto e Catarina, os outros foram em seus carros individuais, eu não conseguia tirar da cabeça as mãos do capitão no meu pescoço, sua respiração, seus olhos cinza escuros... aquele homem era definitivamente meu ponto fraco, mas eu não ia deixá-lo saber, não quando ele era alguém que não dava a mínima para meus pedidos e estava se exibindo com a namorada na minha frente.
Ele era sem vergonha e eu ainda estava p**a da vida com ele.
-- Você está bem? — Cleber perguntou de repente.
Tirei as mãos da boca enquanto olhava pela janela e olhei para ele, me acomodando novamente no meu assento.
— Sim, por quê? — perguntei, limpando a garganta, mas meu rosto tenso certamente traiu meus pensamentos.
— De repente, você parece um pouco séria, ele comentou, com o olhar fixo à frente.
— Ah, sussurrei e rapidamente concluí: estou percebendo um certo flerte entre Jasmim e Augusto.
Ele deu uma risada leve.
— Quem disse ele, divertido.
— Você não acha? — Perguntei, foi muito sutil, mas eu conhecia Jasmim e Augusto, os dois eram uns canalhas.
— Na verdade, não, Augusto está com Catarina, ele disse como se isso fosse explicação suficiente.
De repente, ouvi seu estômago revirar.
— Você continua com fome? — perguntei confusa.
— Não, acho que algo me atingiu em cheio, ele simplesmente disse.
Quando todos nós chegamos ao cassino, olhei para o Capitão Chances, saindo de seu BMW brilhante. Ele estava vestindo uma camisa preta de manga comprida; seus primeiros botões do peito estavam desabotoados, revelando parte de suas tatuagens e seu torso definido e com músculos volumosos, sua grande corrente de ouro, suas calças de gabardine também pretas se ajustavam perfeitamente às pernas, pendendo deliciosamente dos quadris em um cinto, seus sapatos brilhantes lhe davam um acessório que o fazia se destacar sem nem mesmo fazer esforço, preto sempre o vestia maravilhosamente. O Contra-Almirante Rhuan e o Vice-Almirante Julio Cesar também saíram dos carros e se aproximaram do capitão. Tive que me forçar a ficar calado. Esses três definitivamente... nunca passaram despercebidos. Eles eram todos absurdamente bonitos, mas é claro que o Capitão Chances sempre se destacava para mim.
Jasmim se aproximou de mim enquanto eu me obrigava a desviar o olhar e andar, minha garganta subitamente seca.
— A noite vai ser interessante, não é? — Jasmim perguntou com leve ironia.
- Ei, eu disse para Jasmim, não pense que não vi os olhares que você está dando para o Augusto.
— O que parece? — disse ela, fingindo não entender— Eu o vejo como um bom... homem. Mas, para ser honesta — ela olhou para onde o Capitão Chances e seus amigos estavam indo — eu gosto do grandalhão, um, o Vice-Almirante Julio Cesar, não é nada mau.
Estreitei os olhos, mas não disse nada a ela, afinal ela era livre para tomar suas próprias decisões.
— Eu vi o Capitão Chances discutindo com Isa, ele comentou de repente.
Olhei para ela, não precisei perguntar, mas fiquei curioso para saber por que eles discutiam.
— Sobre o que eles estavam discutindo? -Perguntei.
— Não tenho certeza, ela admitiu, mas pelo que entendi, ela não queria que ele fosse ao cassino conosco e ele não se importou.
— Que horror. — Murmurei, uma coisa que eu sabia sobre o Capitão Chances era que, quando ele queria fazer alguma coisa, não havia nada que pudesse impedi-lo, nem mesmo sua namorada com um pé machucado.
Entramos no cassino, havia bastante gente para um dia de semana, compramos as fichas e fomos para uma mesa. Sentei-me ao lado de Cleber e notei que, quando Jasmim se sentou, o vice-almirante Julio César se sentou ao lado dela, sorrindo sedutoramente. Ela sorriu de volta, mas do outro lado dela estava Augusto olhando para ela como se de repente estivesse bravo porque outra pessoa havia roubado sua atenção. Olhei para Catarina, ela estava olhando para Augusto com o rosto vermelho de aborrecimento.
— Meu Deus, parece que isso vai acabar muito m*l.
E o pior é que Jasmim nunca deixou de flertar, ela gostava de arriscar.
Acomodei-me em meu assento quando de repente percebi que o único lugar vazio restante era do meu lado direito e na minha frente, mas é claro, o Capitão Chances sentou ao meu lado, deixando-me no meio; meu namorado e o homem com quem eu — Não havia outro lugar onde você pudesse sentar? Ele se virou para me olhar de um jeito divertido.
— Eu queria sentar aqui. — Ele respondeu cinicamente e eu tive que me afastar quando vi quão próximos estávamos.
Eu senti que meu coração ia saltar pela boca com esse homem que parecia não desistir e, claro, um lado de mim gostava e ficava animado com sua determinação, mas a outra parte sã ficava brava com isso. Tinha sonhos molhados quase todas as noites.
Uau, o que eu precisava.
Começamos a primeira rodada de apostas, aproveitei a distração enquanto todos apostavam suas fichas para me inclinar em direção ao Capitão e murmurei baixinho:
Quando as cartas foram distribuídas e começamos a rodada, senti uma mão na perna mais alto do que Cleber costumava colocá-la, fiquei tão distraído com o jogo por meio segundo que levei um susto; eu não estava usando meias e, cara, a sensação daqueles dedos roçando minha pele quente e sensível me fez estremecer por todo o corpo, a sensação de cócegas subiu até minhas bochechas em um rubor profundo e eu engoli em seco.
— Amor… sussurrei, inclinando-me para frente. Cleber olhou para mim um pouco alienado, e foi só naquele momento que vi suas duas mãos sobre a mesa.
— O que está acontecendo? — Perguntado.
Puta merda, ele não foi o responsável por eu ficar excitada com um toque picante e inapropriado entre minhas pernas.
— Ah, nada. — Eu simplesmente disse e Cleber voltou seu foco para o jogo. Fiquei congelada quando a mão dele continuou subindo pela minha perna. Eu deveria saber que esse tipo de apalpada indecente não era típica de Cleber, muito menos em um lugar público.
Abaixei minha mão até minha perna e peguei a mão do Capitão Chances para segurá-la e impedi-lo de subir. Fiquei tão excitada com seu simples gesto que só queria que ele continuasse fazendo isso, mas não, isso não era apropriado de jeito nenhum, muito menos com meu namorado sentado ao meu lado.
Quando a primeira rodada terminou, Cleber pediu licença para ir ao banheiro, e eu aproveitei a oportunidade para me virar para o Capitão Chances, tentando manter uma expressão neutra para que os outros não percebessem o que estava acontecendo.
— Você é louco, eu disse abruptamente, sentindo minhas bochechas queimarem de tão vermelhas estarem. Ele manteve seus olhos cinzentos fixos nos meus.
— Peça-me para parar, ele respondeu seriamente, mas nós dois sabemos que seu namorado não faz você sentir nem um quarto do que você sente por mim.