CAPÍTULO 28

1266 Words
Fui tomar um banho frio, antes que as espinhas começassem a inchar. Jasmim foi ao banheiro para hidratar o rosto e depois tomar um banho também. Eu não aguentava mais. Contei a ela tudo o que aconteceu com Loures e tudo o que ela me disse, defendendo Isa como se o Capitão Chances estivesse em seu território. — Você acredita no que ele fez? — Eu deixei escapar frustrada após lhe contar tudo. — Sim, ele admitiu, eu acho, ela é tão patética quanto Isa. — p***a, fico tão furiosa que ele pense que consegue me ameaçar, eu disse e desliguei o chuveiro para pegar a toalha e me secar, e que Isa o beijou na minha frente e ele não fez nada! — Porque ele deixa, disse Jasmim. Abri a porta do chuveiro e olhei para ela. Ela me olhou através do espelho. — Quando eu disse a ele que precisava terminar com ela, ele também me convidou para ir ao apartamento dele para discutir o assunto, eu disse. É claro que não vamos discutir nada. Ele só quer me comer como se fosse sua prostituta particular. Eu era tão teimosa que ele me levava para o céu e me tratava como a única coisa na vida dele, só para me deixar cair e bater no chão. Eu estava prestes a terminar com Cleber porque ele simplesmente me pediu e ele claramente queria continuar com ela. Fiquei furioso. — Então faça o mesmo com ele, só que pior, disse Jasmim, terminando de secar o rosto com uma toalha. — O que você está dizendo? — Perguntei. — Faça o mesmo com ele, ela se virou para me olhar, exiba-se na frente do seu namorado e, se ele disser alguma coisa, diga que você não vai deixá-lo até que ele esteja disposto a largar tudo por você. Apertei meus lábios. — Por que tudo tem que ser tão complicado? — Revirei os olhos — E aquela Loures, ah! — Relaxe, disse Jasmim, prendendo o cabelo em um coque enquanto entrava no banho. Vou ficar de olho nela para ver se há alguma fraqueza, e também vamos pegá-la pelas bolas. Ela se despiu e entrou no chuveiro com água fria. Fiquei pensativo enquanto pegava minha escova de dentes e passava pasta de dente. — Você vai jantar conosco esta noite? Eu perguntei: eu gostaria realmente de uma taça de vinho. — Augusto irá? Diante da sua pergunta, estreitei os olhos, mesmo sabendo que ele não podia me ver. — Sim, e também sua namorada Catarina. — Eu disse, enfatizando a última parte. — Certo, então eu vou. — Ela respondeu. Não disse nada a ela, mas soube que Jasmim tinha gostado de Augusto desde o primeiro momento em que o viu, embora não soubesse se Augusto retribuiu. Só esperava que não fosse o início de uma noite desastrosa, mas sim algo para relaxar. Foda-se o Capitão Chances, eu não pensaria mais nele hoje. *** Daniel Chances. Depois da reunião, fiquei pensativo, pelo menos eles haviam aprovado a detonação das bombas caso o Hanã pisasse em nosso território. Porém, ainda havia bombas para serem instaladas, a missão não havia sido completamente bem sucedida e agora tínhamos que criar uma nova estratégia. Uma que teríamos que apresentar pela manhã com os oficiais generais, então a ideia da Isa de se reunir com os almirantes em um restaurante não era r**m, eu precisava dela para apresentar novas propostas de ataque. No momento em que ele precisava de Isa por perto, tudo era uma estratégia e, na hora certa, ele trouxe seu pai e os demais como apoio. Mesmo amando Dominique, ele tinha que estabelecer prioridades e a prioridade agora era a guerra. Estávamos em uma mesa, Isa ao meu lado enquanto seu pai, o Almirante Leal, com meus outros amigos, o Vice-Almirante Julio Cesar e o Contra-Almirante Rhuan estavam na mesa planejando bons ataques possíveis que funcionaram para nós em outras guerras para apresentar amanhã na reunião. Pedimos um aperitivo e uísque. Eu estava concentrado em ouvir o que Julio César dizia quando ouvi Rhuan assobiando baixo entre os dentes, olhei para ele e segui o fio do seu olhar até as garotas que acabavam de entrar no restaurante, mas meu olhar só se concentrou quando vi Dominique Bem. Ela usava um vestido cor champanhe que chegava até os joelhos e uma f***a pronunciada na coxa que ia até um lado do quadril. O decote em formato de coração que destacava seus s***s redondos me fez mandar uma corrente direta para a braguilha. Assim que a vi, com uns saltos altos que imaginei muito bem na posição em que eu poderia t*****r com ela enquanto os cravava em suas costas. Eu não estava sozinha, alguém colocou a mão na parte inferior das costas dela e, para minha desagradável surpresa, me vi de frente para o Coronel Cleber. Cerrei os punhos ao vê-la sorrir para ele e o desgraçado adorou com seu olhar, aquele sorriso que ela me deu tantas vezes durante a noite. Droga, o que eu estava fazendo com ele se deixei bem claro que não iria compartilhar? Evidentemente, ela também me disse para deixar Isa. Seria essa a vingança dela? Atrás dela estavam seus amigos. Eles nos viram passar pela mesa e acenaram antes de continuar seu caminho. Quando Dominique passou, ela pareceu um pouco assustada ao nos ver e levantou a mão em uma saudação geral para todos, como uma rainha cumprimentando seus súditos, deixando somente o doce cheiro de baunilha em seu rastro. Olhei para ela, esperando que ela olhasse para mim, mas ela não olhou. Ela somente pegou a mão de Cleber e a segurou, entrelaçando seus dedos com os dele. Ele se inclinou na direção dela e pressionou seus lábios nos dela em um beijo breve e insolente, sabendo que não estávamos seguindo as regras do centro D. E. A e que ali eles eram livres para agir como um casal. Senti minha cabeça começar a queimar, minha respiração acelerada enquanto eu a observava com aquele filho da p**a beijando aqueles lábios que me pertenciam. — O Comandante Bem gostava muito da Alemanha. — Rhuan comentou com total descaramento na mesa enquanto se acomodava em seu assento para ver melhor para onde ela havia ido. — Pare de olhar para ela, rosnei m*l-humorado, é inapropriado. — Será para você, não para mim, respondeu Rhuan, bebendo seu uísque descaradamente enquanto continuava olhando para ela. Júlio César se virou, e Leal também. O pai de Isa, todos olhando com total descaramento para a mulher mais chamativa daquele grupo que caminhava mexendo os quadris como se estivesse modelando o decote das costas do seu vestido; Dominique Bem. Eu senti vontade de lutar contra todos eles para que eles parassem de olhar para a b***a dela e pular em Cleber por ousar tocá-la, então cerrei meus punhos e cerrei meu maxilar. Isa pegou meu braço, lembrando-me de que ela estava ao meu lado. — Você está bem? — Ela perguntou — Você ficou vermelho. Senti que Dominique Bem estava fazendo isso deliberadamente, e se o objetivo dela era me irritar, colocando o Coronel Cleber na minha frente, ela havia conseguido. — Eu só preciso de uísque. — Respondi. Peguei o resto do meu copo e me servi mais um pouco, sabendo que estava exagerando. ‍​‌‌​‌‌‌​​‌​‌‌​‌​​‌‌‌‌​‌‌​​​‌‌​​‌‌​‌‌​​​‌‌‌‍
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