CAPÍTULO 41

1080 Words
— Ei, bom dia — eu disse — Onde você passou a noite? Ela serviu-se de um café com um sorriso deslumbrante. — Com o General Julio Cesar. — Oh — eu soltei um suspiro — você não sabe o quanto isso me alivia, eu realmente pensei que você acabaria envolvido com Augusto. Esses olhares não passaram despercebidos. — Não — ela disse, virando-se para mim, levando o copo aos lábios e tomando um gole. Nós nos beijamos, mas Catarina nos viu, quis me bater e então eles foram embora. — O quê? — Eu deixei escapar assustada. — Sim — encolheu os ombros—, não me senti nada bem em mexer com ele, então salve tudo o que você ia me dizer, acabei na cama de um general. Eu ri sem acreditar e balancei a cabeça. — Os dois são meus amigos — admiti — e eu realmente não gostaria que eles brigassem pelo namorado de Catarina. — De qualquer forma — ela disse, minimizando-o —, Julio me trouxe e vimos o automóvel do Capitão Chances sair daqui. Senti minhas bochechas corarem. — Ele ficou ontem à noite — eu disse e perguntei — Júlio disse alguma coisa? — Não muito — ele disse—, você sabe que eles são amigos e amigos não tiram seus trapos, no entanto… Consegui que ele me contasse algo interessante sobre Isa e Chances. Olhei para ela com interesse. — Isso? — Ele me disse que ele é almirante Leal, tem influência sobre os do conselho dos oficiais generais e que podem influenciar a destituição de Chances do cargo de capitão. É por isso que ela de alguma forma o ameaçou para não usar a filha somente como uma f**a, já que então aparentemente ela estava mais séria sobre ela. Nossa. DOMINIQUE BEM. Diante da acusação de Lais, todos ficaram em silêncio, o rosto do Capitão Loures começou a ficar vermelho. Todos esses anos que o conheci, eu sabia muito bem que quando seu rosto ficava vermelho daquele jeito, era porque sua paciência já tinha acabado e ele estava prestes a explodir. Como uma panela de pressão. — Que evidências você tem disso, sargento? — O capitão Loures deixou escapar, guardando os últimos resquícios de paciência que lhe restavam. Laís piscou algumas vezes, percebendo a mudança de atitude do capitão Loures, mas ela não recuou, mas murmurou: — Não é segredo, todo mundo sabe disso! Eu ri para mim mesmo sabendo muito bem que ninguém poderia ter provas disso, e se tivessem, eu as negaria a qualquer custo. Por evasão de Lais, o rosto do Capitão Loures ficou um pouco mais vermelho. — Que evidências você tem? — O capitão Loures insistiu. Lais franziu os lábios e levantou o queixo. — Nenhum segredo, mas não é segredo — explicou — todo mundo aqui sabe disso, você pode perguntar a qualquer um, eu os vi juntos fora daqui mais de uma vez. O capitão Loures deu alguns passos leves em direção à Lais até estar na frente dela e murmurar: — Você não tem provas para acusar — a voz dele estava aumentando — e estou cansado de perder tempo com as reclamações dele, quando HÁ UMA GUERRA! Ficamos surpresos com o grito que ele soltou no final e depois franzindo os lábios. O capitão Loures acrescentou outro grito ao seu rosto: — SAIA DAQUI AGORA! Lais e Isa se viraram sem responder mais nada e depois saíram da área de reunião, entendendo que agir por impulso, acreditando terem algum tipo de proteção especial aqui, não adiantava. Mantendo meu sorriso interior triunfante, mas mostrando meu melhor rosto sério, virei-me para ir embora, eu também não tinha nada para fazer aqui. — Comandante Bem. — O capitão Loures me parou, diante do olhar de todos na reunião que ainda o observavam. Ele pegou meu braço e inclinou a cabeça para fora para podermos sair por um momento, eu o obedeci. Ele me soltou e se inclinou em minha direção para sussurrar: Quão verdadeiras podem ser essas acusações? Pisquei algumas vezes e balancei a cabeça, dizendo: — Garanto-lhe que o Coronel Cleber e eu não temos uma relação dentro do Centro D.E. A. O capitão loures estreitou os olhos e murmurou: — E fora? Eu sabia que ele sabia ou pelo menos deveria desconfiar, ou seja, os lugares que frequentávamos eram muito próximos do centro de D. E. A, então tive que ser mais esperto e aceitar pelo menos um pouco da acusação para não mentir para ele tão descaradamente. — Houve uma atração em algum momento — admitiu—, mas não se transformou em nada mais do que uma noite. Ele franziu os lábios e assentiu. — Ok, porque não é a primeira vez que ouço esse boato — ele explicou — e é melhor você cortá-lo se for real. Eles sabem que as relações no Centro D. E. A são proibidas. Meus olhos passaram pelo Capitão Loures, onde a porta ainda estava entreaberta, de frente para o olhar do Capitão Chances, seus olhos cinzentos se assustando e entrando em minha alma, me fazendo sentir meio confiante e nervosa, como me lembrei de quando ele me lançou aquele olhar enquanto me fodia. Senti meu rosto ficar vermelho e então desviei o olhar dele quase sem fôlego. — Sim, capitão — respondi, forçando-me a olhar para o Capitão Loures—, sei disso muito bem. Ele assentiu. — Você pode ir embora, comandante. Aceitei que ele me deixasse sair e, sem dizer nada, me virei e saí do prédio rapidamente. Enquanto atravessava em direção à área que levava à minha residência, fiquei cara a cara com Cleber, ele usava seu uniforme bem cuidado e seu rosto recém-lavado como se eu tivesse acabado de sair. — Olá, Bem!. — Ele murmurou quando paramos cara a cara, havia vários soldados passando por perto, então imaginei que era por isso que ele mantinha distância. — Ei — eu disse — como você está com o estômago? — Ainda esta manhã, acalmou-se e já me sinto melhor. — Ele respondeu e percebi que seu rosto parecia melhor. O remorso me seguiu, sabendo muito bem que o Capitão Chances era o culpado por expulsá-lo laxante. O pior da bebida dele era que Chances certamente nunca teria me contado se eu não a tivesse descoberto. — Descobri o que aconteceu com o Centro D.E.A. —ele murmurou com uma leve carranca. Claro, as fofocas espalharam-se rapidamente. ‍ ‍
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