Meus calcanhares ainda grudavam em suas costas quando ele pressionava os lábios um pouco em cima da minha área latejante e eu revirava os olhos quando o calor inundava toda a minha barriga, espalhando-se pelo resto do meu corpo em leves espasmos, desfrutando do meu primeiro orgasmo agradável.
Ele parecia satisfeito quando se levantou novamente.
— Dê… ha… tire meus calcanhares.
— Ouvi-me a sussurrar m*l, a recuperar o fôlego, a olhar para ele ali parado em todo o seu esplendor, parecendo um deus intocável, com aquele sorriso que prometia desejo e luxúria, os seus olhos cinzentos fixos nos meus completamente escurecidos.
— Sim, Dominique — sussurrou com uma voz rouca — Eu vou fazer.
Ela se inclinou em minha direção para tirar meus pés de cada um dos meus calcanhares e, em seguida, suas mãos foram para os lados da minha calcinha sem cerimônia, abaixando-os, tomando as meias, por sua vez, agora me deixando completamente nua.
Seus olhos olharam para mim por alguns segundos, enquanto ele mordia os lábios e sussurrava:
— Raios, não parece real.
Eu olhei para ele pensando ser como estar na minha melhor fantasia erótica.
Ele pegou uma das minhas pernas para levantá-la até o peito e começou a acariciar suavemente o meu pé, estimulando-me a milhares de sensações relaxantes e ofegantes. Quando ele então correu a língua sobre o lado do pé enquanto subia na cama, com o olhar fixo no meu.
O capitão colocou minha perna sobre o ombro para ficar aberta, para ele se estabelecer melhor, para que, com a glande, ele acariciasse minha entrada escorregadia de quão molhado eu estava. Me levantei meus quadris antes da antecipação, querendo-o dentro de mim agora, mas seu olhar se aprofundou no meu enquanto ele sussurrava com aquele leve sorriso:
— Quer isso em você?
— Sim, por favor — mordendo meu lábio inferior enquanto acariciava seu peito.
— Quanto me quer? —murmurou. — Mais do que qualquer outra pessoa que já conheci.
Parecia satisfeito com a minha resposta pela maneira como seu sorriso se alargava e, sem tirar os olhos dos meus, ele entrou em mim, empurrando para as profundezas de um único impulso, ofegante, fechando os olhos para a esplêndida sensação de pele a pele.
— Chances o preservativo? — Querida, esperei muito tempo para te sentir de novo — respondeu.
Eu não disse nada para ele, afinal eu não queria sentir isso com isso também.
— Olhe para mim.
Sua voz exigente foi o eco dos meus sonhos recorrentes, mas isso não foi um sonho, foi real. No entanto, eu estava com medo de desaparecer, eu estava com medo de que seria somente uma ilusão de um sonho novamente.
— Bem, olhe para mim. —repetiu-se a tirar as bochechas e não tive escolha a não ser abrir metade dos olhos, encontrando os olhos cinzentos dela, senti os meus olhos cristalizarem-se. — Por que você parece estar chorando?
Ele acariciou minhas bochechas mais delicadamente enquanto ainda me contemplava.
Eu me senti assim vulnerável, então exposto diante dele… — Não quero que desapareça. —Eu sussurrei e notei como os olhos dele também pareciam cristalizar um pouco.
— Não vou a lugar nenhum — começou a mover-se dentro de mim, os nossos suspiros a fundir-se num só quando comecei a ramificar-me.
Eu não senti duro, nem selvagem', parecia apaixonado, é, parecia mais macio como se ele estivesse me admirando enquanto me fazia dele, como se fizesse amor comigo. Nossos olhares um para o outro, a conexão sendo inabalável, como eu comecei a acelerar o seu ritmo dentro de mim.
Ele colocou meu pé em sua boca enquanto ele continuava olhando para mim, lambendo meus dedos como seu fetiche agradável. Em seguida, empurrou minha perna para o lado e inclinou-se para mim para beijar minha boca enquanto continuava em meu corpo no meu movimento, como aquele delicioso. Enquanto me beijava, eu coloquei minhas unhas nas costas e senti que ele estava à beira de vir, disse ele, grunhiu e enfiou a cabeça na cavidade do meu pescoço; seus suspiros se tornaram mais intensos quando ele o sentiu estremecer até a borda também.
— Bem, eu poderia falecer dentro de você — sussurrou.
Eu chupei seu pescoço e clavícula, evitando gritar, mas era impossível quando ele se movia tão delicioso e eu senti minhas paredes internas se contraírem, então eu senti todo o meu corpo estremecer e entrar em calor profundo quando eu me entreguei ao meu prazer enquanto ofegava.
— Chances, você me ama! — Sim! —ofegou, batendo-me um pouco mais e senti-o estremecer para nada conseguir.
— Ponha-o na minha boca, Capitão.
— Pedi para morder os lábios.
— f**a-se — sussurrou como se o meu pedido tivesse sido a sua morte, m*l conseguiu sair do trabalho com a mão e todo o líquido caiu na minha barriga, abdômen e s***s sem poder conter-se num rosnado profundo e sexy.
Era raro que o capitão perdesse o controle, mas eu não reclamei, fiquei fascinado ao vê-lo assim, seu rosto um pouco vulnerável, como se ele não soubesse o que havia acontecido para chegar tão apressadamente, quase e me alcançara dentro sem camisinha…
Enquanto ele respirava, deitou-se ao meu lado e eu me virei para ele, descansando minha cabeça no peito. Chances me envolveu em seu braço em volta de mim e começou a acariciar minha cintura com os dedos, ambos em completo silêncio após consumir o que evitamos tanto no início, e a pior coisa foi que, embora eu estivesse satisfeito, eu queria mais, mas também estava cansada.
Percebi como sua respiração começou a ficar pesada como a minha, o sonho começando a me invadir.
— Está dormindo? — Perguntei num sussurro enquanto corria as pontas dos dedos pelo peito dele, a sentir a textura dos seus cabelos claros.
— Por quê? Devo ir? — pediu um pouco sonolento.
Sorri um pouco e respondi:
— Não, fique.
Eu não queria acordar e ver que havia desaparecido de manhã, acreditando que tinha sido somente mais um sonho…
Ele esticou os lábios em um leve sorriso satisfeito e ouvi sua respiração ficar pesada quando ele se entregou aos braços de Morfeu.
Eu olhei para cima por um momento, olhando para suas características definidas e aqueles cílios escuros grossos até que minhas pálpebras ficaram pesadas e eu caí no sono.