Quando pairou sobre ela, ela ficou tensa; se lembrou da dor que sentia quando Otávio a possuía. — Relaxa. Não vou machucá-la, mas preciso que não fique tensa, pequena. — Se eu pedir para parar, vai parar? Estou com medo. — Vou. Te dei minha palavra. Mas não faça isso comigo; estou no meu limite, por favor, estou implorando, coisa que nunca fiz. Fiquei dias em poder de uma organização rival, não implorei nem mesmo quando me ameaçaram cozinhar vivo, mas estou fazendo isso agora. Não me faça parar. Ele estava com a voz rouca, gemia, e Helena percebeu que precisava seguir em frente; por ele, pelo casamento dos dois, e pelo amor que começava a sentir por ele. Precisava empurrar seus medos para longe; Estefano não era Otávio, e ela não era mais a mulher estuprada e espancada que vivia encolh

