Liberdade ao Carioca, [07/04/2023 01:18]
Capítulo 70
Leila narrando
Eu o encaro o tempo todo e eu só consigo pensar em minha filha, pela primeira vez na minha vida eu me senti impotente excercendo o meu trabalho.
Lk está o tempo todo no celular e me encarando, o tempo todo no celular e me encarando.
— Que horas são? – eu pergunto
— Meia noite – ele responde – o que foi tem compromisso?
— Eu tenho uma filha pequena me esperando em casa, a gente tinha um acordo, eu te entregava os documentos e eu ia embora.
— Mas não contava que teria uma invasão.
— Naõ tem invasão nenhuma, liga para os seus amigos.
— Eles não estão me atendendo.
— Por favor me deixa ir , você tem tudo , todas as informações sobre mim.
— VocE vai ficar aqui, eu e você – ele fala.
Ele se senta do meu lado e eu o encaro, eu desvio meu olhar mas ele começa a passar as suas mãos pelo meu ombro.
— Para agora, o que você está fazendo – eu falo olhando para ele.
— O que foi delegada? Não está gostando – eu o encaro
— Não encosta em mim – eu respondo e ele abre um sorriso.
Eu respiro fundo tentando me manter calma, eu tento me soltar das algemas mas elas eram firmes e boas, ele apenas me encara com um sorriso irônico no rosto dele e continua delicadamente passando a sua mão pelo meu ombro e eu fico com tanta raiva que a minha v*****e era de acabar com ele, eu estava com uma blusa de alcinha e ele coloca a alcinha para baixo.
Meu celular toca na bolsa e ele se levanta para ver.
— Seu marido – ele fala – vamos falar com ele?
— Não, para com isso, por favor.
— Fala – ele fala colocando no microfone.
— Leila? – ele pergunta no telefone – Leila.
— Oi amor – eu respondo e Lk me encara.
— Oi , tudo bem?
— Eu liguei para casa e a babá disse que você saiu.
— Sim – eu respondo
— Mas na delegacia falaram que você não está no expediente.
— É uma investigação sigilosa que estou fazendo e não estou entendendo porque está me questionando isso – eu respondo
— Estou tentando falar com você o dia inteiro e não consigo – ele responde
— Estou ocupada – eu falo quando Lk começa a beijar o meu pescoço, eu tento afastar mas ele estava fazendo isos de proposito – eu preciso desligar.
— Leila? – ele fala
— Preciso desligar, desliga você estou com problema no meu telefone.
— Leila? – ele pergunta – eu precios que você converse comigo.
— Eu já disse que agora não – Lk me encara – Desliga agora – eu olho para Lk e ele desliga o telefone.
— O que foi ficou nervosa?
— Seu bandido de m***a – eu olho para ele – você vai me pagar por isso, você vai me pagar por tudo isso.
— Ah delegada – ele fala me encarando – é só ter sido sincera comigo e ter falado a verdade, agora vamos sair daqui – ele se aproxima abrindo a minha algema, quando ele abre a minha algema.
Eu furo o olho dele com a outra mão e ele vai para trás, eu tento ir até a porta mas ela estava trancada, ele me pega por trás me pressionando contra a porta.
— Onde você acha que vai? – eu tento me debater, mas ele agarra os meus braços pela frente e consegue fechar a algema.
Ele me vira de frente para lee e eu o encaro.
— Eu vou te m***r Lucas Kaique – eu olho para ele e ele abre um sorriso.
— Me mata depois – ele fala me beijando e eu tento empurrar ele mas ele insiste e eu correspondo o maldito beijo dele.
Liberdade ao Carioca, [07/04/2023 01:24]
Lisandra narrando
— Você é uma v***a que nem a Madalena – ele fala apertando meu pescoço.
— v***a é a sua mãe que te pariu seu filho da p**a – eu falo conseguindo pegar a faca e cravando na veia do pescoço dele.
Automaticamente ele solta o meu pescoço e eu empurro o corpo dele.
— v***a – ele sussurra com ultimo fio de voz.
— Essa é a v***a que te matou – eu pego a faca que está cravada no pescoço dele e cravo em todo corpo dele, fazendo sangue espirrar para tudo que era lado.
Filho da p**a!
Liberdade ao Carioca, [07/04/2023 16:44]
Capítulo 71
Carioca narrando
Eu ando de um lado para o outro tentando que Medeiros me atenda mas nada.
— Carioca – Hy fala entrando correndo
— O que foi?
— Tenorio está tentando fugir com Perpetua pelo matagal para levar para Kaique.
— Filho da p**a.
Eu pego a minha a**a e saio correndo, no caminho vou dando os comandos para os vapores, eu subo na moto e vou em direção ao matagal , quando entro vejo Tenorio levando a Perpetua sobre a mira da a**a, ele ver a moto se aproximando e se vira me fazendo ficar de frente para a Perpetua, a mesma tentava se soltar mas ele encostava a a**a na cabeça dela.
— Se você se aproximar, eu mato ela – ele fala
— Carioca – Perpetua fala chorando
— Larga ela – eu falo armado
— Larga a a**a – ele fala – se não eu mato ela.
— O que você quer Tenorio? Você pode me m***r, m***r ela mas não sai vivo daqui – eu respondo.
— Eu quero sair com ela do morro e você não vai me impedir.
— E o que eu ganho com isso?
— Eu preciso tirar a Perpetua comigo do morro – Tenorio fala
— Quem é você? – eu pergunto
— Não interessa – ele fala – você não vai conseguir me impedir.
— E posso saber porque não? – eu pergunto para ele – abaixa a a**a e larga a Perpetua agora e eu te dou a chance de te deixar vivo.
— Eu já disse que não vou largar ela e que se você quer ela viva, larga você a a**a – Perpetua me olhava nervosa e com os olhos arregalados.
— Solta ela agora – eu falo nervoso – o que você quer , me diz? Eu te dou tudo que você quiser? Quer dinheiro? Te arrumo agora – ele começa a rir
— O que eu quero você jamais vai conseguir me dar de volta.
— E é o que?
— A Brenda viva – ele fala – você a matou injustamente, ela te amava, ela me largou para ficar com você, eu a convidei para sair do morro mas ela ficou porque te amava, porque estava grávida de você e você fez o que com ela? Matou. Você não é capaz de amar ninguém Carioca.
— Cala a p***a da tua boca, eu não vou cair no teu papo.
— Agora tá se engraçando com a Perpetua mas você já percebeu que você perde todo mundo que você se relaciona? Brenda, Heloise, será que a culpa é de quem? Agora você vai perder a Perpetua.
— Larga ela eu já falei seu filho da p**a – ele destrava a a**a na cabeça dela.
— Carioca, por favor – Perpetua fala – me ajuda.
— Ele não vai te ajudar – Tenorio fala para ela – porque ele é um filho da p**a e eu vou te m***r na frente dele, eu posso morrer mas eu te levo junto.
As lagrimas descia sobre o rosto de Perpetua.
— Vamos fazer um acordo – eu falo
— Não tem acordo, eu não quero nada, além de ver você sofrendo, sem Brenda, sem sua filha Vitoria e sem a Perpetua.
— Não – Perpetua grita – não.
— Você quer que eu atire onde? Na cabeça ou no pescoço para deixar ela agonizando até a morte? – ele pergunta rindo.
Ele destrava a a**a eeu tiro a minha da cintura ele aperta o gatilho e eu sinto o barulho do tiro, Tenório cai no chão e eu olho para o lado vendo Hy com a a**a na mão.
Perpetua paralisa olhando o corpo de Tenorio no chão e Hy corre até o corpo dele.
— Ele era meu filho – Hy fala para ela – mas ele não merecia ficar vivo.
Eu olho para Hy sem acreditar no que tinha escutado, Perpetua se desespera quando Hy fala para ela isso, ele se ajoelha no chão e fecha os olhos de Tenorio, eu me aproximo de Perpetua e abraço ela, ela me abraça rapidamente chorando muito.
— Ele te machucou? – eu pergunto para ela e ela n**a chorando.
— Eu quero ir embora daqui – ela fala chorando – Me mata – ela fala pegando a minha mão com a a**a e colocando na cabeça dela – atira Carioca, eu não aguento mais – as lagrimas descia sem parar sobre o seu rosto.
Liberdade ao Carioca, [07/04/2023 16:58]
Capítulo 72
Carioca narrando
— Eu não vou atirar em você – eu falo ela me encara – vamos sair daqui o mais rápido possível.
Jão se aproxima.
— Ajuda Hy – eu falo e ele assente.
Eu saio andando do matagal com a Perpetua que está aos prantos, quando vamos descendo até a minha casa, eu entro com ela e ela se senta no sofá, eu vou até a cozinha e pego um copo de água.
— Porque você a matou? – Perpetua pergunta me encarando e eu me ajoelho na frente dela – porque você matou a mulher que ele disse?
— Brenda era uma traidora.
— E se ela não fosse?
— Ela entrou como uma traidora, ela entrou para me m***r, para me destruir – ele fala – ela não se aproximou de mim porque tinha sentimentos sinceros e sim porque ela queria me m***r.
— E você não sente nada ? – ela pergunta
— Como assim, eu não sinto nada?
— Não sente remorços por ter matado ela? – Perpetua pergunta se tremendo inteira.
— Eu sinto – eu respondo – todos os dias desde o dia que eu assassinei ela nessa sala, desde que recebi a mão da minha filha em uma caixa, eu amava a Brenda, amava a Vitoria, era uma realização pessoal ter a minha família, eu não era o monstro que eu me tornei hoje.
Eu seguro na mão de Perpetua que não conseguia segurar direito o copo de água.
— Eu eu – ela fala
— O que foi?
— Tenorio – ela fala nervosa – eu preciso te contar.
— O que você quer me contar?
Perpetua desmaia em meus braços fazendo com que o copo de água caia.