Os dias eram mais longos, mais sofridos para passar, minha mente vagava pelas lembranças que eu tinha do meu pai, dos momentos felizes, não importava, Pedro era meu pai e não era um papel que mudaria isso. Gustavo estava fazendo de tudo por mim, mas dependia de mim sair dessa, e eu não estava com forças para isso ainda. Foram dias difíceis e Gustavo passou todos eles ao meu lado e isso me deu forças para encarar e levantar para lutar, entretanto nesse dia eu não estava tendo forças, hoje era o dia de ir até a penitenciária contar para Beto que o nosso pai tinha morrido. Chegamos na sala e Gustavo segurou minha mão, ele adivinha a quando eu precisava dele. — Calma, você consegue, eu estou com você. Ele conseguia me tranquilizar, era como uma droga que sempre amenizava a minha dor, e e

