O gim de Nápoles ainda queimava na minha garganta, um fogo amargo que combinava perfeitamente com a fúria que eu sentia desde que cruzei o portão e recebi o sinal dos meus homens.
Viviana achava que era invisível. Achava que o sobrenome Rossi era um adorno que ela podia usar para desfilar entre a escória do circo sem que eu soubesse. Tolice.
Eu a observei encolhida na cama, aquela figura pequena e pálida que eu comprei para ser o rosto limpo da minha família. A fragilidade dela sempre foi o que mais me irritou e o que mais me servia.
A primeira chibatada cortou o ar e atingiu a carne dela com um estalo seco. O som do couro encontrando a pele macia dela era o único remédio para o meu mau humor.
Ela soltou um gemido abafado contra o travesseiro, um som de animal ferido que fez o sangue pulsar mais forte nas minhas têmporas.
— Ao circo... — bufei, sentindo o suor frio do álcool brotar na minha testa enquanto o braço trabalhava. — No meio daquela gentalha, daqueles saltimbancos imundos...
Desci o cinto de novo. E de novo. O ritmo era constante, uma cadência de correção que eu aplicava com o mesmo rigor que usava para cobrar uma dívida de jogo em Caserta.
Eu não estava apenas batendo; eu estava marcando a minha propriedade, limpando o rastro de poeira e de olhares estrangeiros que ela trouxera para dentro da minha casa.
A cada golpe, a resistência silenciosa dela me alimentava. Viviana não gritava, e isso era o que mais me excitava. O tremor dos ombros dela, o choro baixinho que ela tentava engolir, a forma como ela se encolhia buscando um refúgio que não existia...
Tudo aquilo era combustível. Senti o meu p*u reagir, ganhando vida e rigidez sob a calça de alfaiataria a cada chicotada que deixava o couro dela quente.
Parei quando o braço pesou e a minha ereção tornou-se dolorosa, latejando contra o zíper. O ardor nas costas dela devia estar insuportável, exatamente como deveria ser. Joguei o cinto no chão, o barulho do metal da fivela ecoando no quarto silencioso.
— Tira a roupa de baixo — ordenei, a voz rouca, sem fôlego. — Agora.
— Sim, senhor... — ela murmurou entre soluços curtos, a voz quebrada.
Vi as mãos trêmulas dela se moverem sob o cobertor, obedecendo sem hesitar. Ela sabia que qualquer demora prolongaria o castigo. Livrei meu p*u para fora da calça, sentindo o ar frio do quarto contra a carne quente e pulsante.
Eu dei tapas fortes na cabecinha avermelhada, a dor acendendo ainda mais minha fome.
Montei nela como se estivesse domando uma novilha rebelde. Abri caminho entre suas coxas e afundei o p*u de uma vez, sem aviso, sentindo o aperto estreito da sua b****a me envolver. Viviana soltou um arquejo agudo, o corpo tencionando sob o meu peso bruto.
Eu a estoquei com força, sem ritmo, apenas buscando o alívio que o aperto dela sempre me proporcionava. O seu corpo, ainda vibrando pela dor das chibatadas, parecia se fechar ao redor de mim de uma forma que sempre acabava comigo rapidamente.
Para isso ela prestava. Para ser o receptáculo da minha fúria e do meu g**o, para ser a esposa silenciosa que recebia o meu veneno e o transformava em submissão.
Gozei com um rosnado, despejando tudo dentro dela antes de me afastar com um movimento brusco. Não olhei para o seu rosto. Não me importava se havia lágrimas ou ódio naqueles olhos pretos.
Ajeitei-me na cama, sem tirar os sapatos ou a roupa suja da rua. O esforço e o álcool finalmente cobraram o preço.
Em poucos minutos, o sono pesado me puxou para baixo, e meu ronco preencheu o quarto, enquanto ao meu lado, a única coisa que restava era o silêncio de uma mulher que aprendera, mais uma vez, o seu devido lugar.