Capítulo 06. A sócia

765 Words
Me chamo Roberta e sempre me orgulhei da minha postura impecável no escritório de advocacia. Terninhos sob medida, coque perfeito e uma seriedade que mantinha todos a distância. Todos, exceto a Verônica. Ela era a nova sócia sênior: quarenta e cinco anos de pura elegância audaciosa, com um batom vermelho que parecia um desafio constante e olhos que desciam pelo meu corpo como se estivessem lendo as letras miúdas de um contrato proibido. Naquela noite de sexta-feira, o escritório estava deserto. Uma tempestade lá fora castigava as janelas de vidro do 22º andar, e nós duas estávamos presas na sala dela revisando uma fusão de empresas que parecia não ter fim. — Roberta, chega de números por hoje — Verônica disse, fechando o laptop com um estalo seco. Ela se levantou e caminhou até o bar de carvalho no canto da sala, servindo dois uísques. — Você está tensa. Dá para ouvir o seu pescoço estalando daqui. Ela se aproximou e parou atrás da minha cadeira. Antes que pudesse responder, senti suas mãos firmes nos meus ombros. O toque dela era quente, contrastando com o frio do ar-condicionado. Ela começou a apertar os nós dos meus músculos, soltei um suspiro que tentava segurar há horas. — Verônica, isso não é apropriado... — murmurei, mas minha cabeça caiu para o lado, dando a ela mais acesso. — O que é "apropriado", Roberta, é uma construção social — sussurrou perto do meu ouvido, e o hálito com cheiro de uísque me deu um arrepio que desceu direto para o meio das minhas pernas. — Nós duas sabemos que você não para de me olhar nas reuniões. Sinto o seu desejo daqui. Ela virou minha cadeira para frente dela. Verônica não esperou permissão. Ela se inclinou e me beijou com uma autoridade que me fez derreter. O beijo era faminto, explorador, uma mistura de batom e luxúria. Minhas mãos, antes tímidas, subiram para a nuca dela, puxando-a para mais perto enquanto nossas línguas travavam uma batalha de dominação. Ela me puxou pela mão até o divã de couro preto que decorava a sala. Sem dizer uma palavra, se ajoelhou à minha frente enquanto eu ainda estava sentada. Verônica abriu os botões da minha camisa branca um por um, seus olhos fixos nos meus. Quando ela libertou meus sëios do sutiã de renda, ela deu um sorriso predatório. — Você é linda, Roberta. Muito mais que imaginei sob esse uniforme sério. Ela mergulhou o rosto no meu colo, abrindo o zíper da minha saia lápis com os dentes. Quando ela afastou o tecido e a calcinha de seda, o cheiro da minha própria excitação preencheu o ar. Verônica não hesitou. Ela abriu minhas pernas com firmeza e encostou a boca na minha intimidäde. A língua dela era técnica e selvagem ao mesmo tempo. Ela começou com movimentos circulares lentos no meu c******s, usando a pressão exata para me fazer arquear as costas e enterrar as unhas no couro do divã. Eu gëmia o nome dela, sem me importar se alguém no corredor vazio pudesse ouvir. Ela me chüpava com uma intensidade que fazia meu corpo inteiro tremer, alternando entre lambidas longas e sucções rápidas que me levavam à beira do abismo. — Verônica... vou gozär! — gritei quando senti a primeira onda do orgäsmo chegar. Gøzei com força, sentindo a língua dela beber cada gota do meu präzer enquanto ela me segurava pelas coxas. Antes que pudesse recuperar o fôlego, a puxei para cima. O desejo nos meus olhos era um espelho do dela. Deitei no divã e levantei seu vestido estruturado, revelando que ela também estava pronta, ensopada de dësejo por mim. Eu retribuí o favor com uma urgência quase agressiva. Queria marcar a Verônica, queria que ela lembrasse de mim em cada reunião de segunda-feira. Minha boca se perdeu entre as pernas dela. Ela tinha um gosto sofisticado, viciante. Usei meus dedos para me abrir caminho dentro dela enquanto minha língua trabalhava sem descanso no seu ponto mais sensível. Verônica, a mulher inabalável do tribunal, estava agora sob meu controle, soltando gritos agudos e se contorcendo enquanto a levava ao clímax mais intenso da sua vida. Quando terminamos, o silêncio da sala era preenchido apenas pela nossa respiração pesada. Verônica se sentou, ajeitou o cabelo bagunçado e tomou o resto do seu uísque. — Roberta — ela disse, com a voz rouca e um brilho de satisfação — Segunda-feira, quero você na minha sala às oito da manhã. Temos muitos outros "detalhes" para revisar. Sorri, abotoando minha camisa, sabendo que aquele escritório nunca mais seria o mesmo.
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