Capítulo 29 – Quando Ela Bateu a Porta

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O estrondo da porta se fechando ecoou como um tiro no coração de Raul. A madeira bateu com força, mas não foi isso que doeu, foi o que veio antes. As palavras dela, jogadas como uma toalha no chão após o desejo. “Só vim te agradecer.” Ele passou a mão pelos cabelos, se afastando da estante, ainda sentindo os gemidos dela presos nos dedos. A presença dela ainda estava em cada canto da sala, no gosto do vinho, no cheiro da pele que ele quase teve de novo. Quase. Mas ela correu. E não por medo do desejo. Ela fugiu da verdade. Raul se aproximou da janela. A luz do quarto dela acendeu. E ali estava ela, atrás das cortinas brancas, se escondendo do que os dois sabiam que era impossível negar. Do outro lado, Maya se jogava na cama como quem foge de si mesma. As mãos ainda tremiam. A camisola

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