A madrugada tinha passado como um sussurro entre os corpos entrelaçados. Raul adormeceu depois de segurá-la como se o mundo inteiro pudesse desaparecer se ele soltasse. Dormia com a respiração pesada, o rosto sereno, como quem enfim encontrou paz depois de anos de guerra. Maya acordou devagar, ainda embriagada pelo calor daquele abraço. O corpo dele a rodeava, nu e cálido, como uma promessa silenciosa. Ela sentia a pele dele colada à sua, a mão pousada com firmeza e ternura sobre a sua cintura, traçando um carinho inconsciente, possessivo, mas tão suave que parecia embalar os traumas em repouso. Ela virou o rosto devagar, como se não quisesse quebrar o encanto. Os dedos dele escorregaram, talvez guiados por um sonho bom, e encontraram o caminho até seus s***s, roçando de leve como se des

