Daniel ficou olhando para a porta do restaurante como se ela ainda fosse voltar. Mas Renata não voltava. Ninguém voltava para ele sem que ele mandasse. A mão fechou com força em torno do copo de cristal. O garçom se aproximou, cauteloso. — Deseja mais alguma coisa, senhor? Daniel não respondeu. Apenas lançou um olhar que fez o rapaz recuar de imediato. Respirou fundo, o maxilar travado. “Ela me desafiou. Ela me deixou.” As palavras giravam em sua mente como lâminas afiadas. Era ele quem deveria decidir quem ficava. Quem saía. Quem merecia. Renata era só mais uma peça do jogo. Mas agora… ela tinha mexido no tabuleiro. Ele passou a mão pelos cabelos, tentando conter a fúria crescente. Não era amor. Nunca foi. Era posse. Era ego. Era controle. E quando ele perdia o controle…

