Capítulo 11 – Os Gritos que o Vento Calou:

1416 Words

O gosto ainda estava lá. Na boca dele. Na boca dela. Não era um beijo de reencontro. Não era saudade. Era uma batalha em forma de lábios. Raul passou a mão pelo maxilar, como se tentasse apagar o rastro que os lábios de Maya deixaram. Mas não dava. Não havia lenço, não havia silêncio, não havia escuridão capaz de apagar aquele beijo. O beijo dela era como ela: quente, selvagem, teimosa e provocadora. Ela o beijou como quem marca território. Como quem grita "eu ainda estou aqui" com a boca fechada. E ele… ele deixou. Maya subiu as escadas sentindo o corpo pulsar. Cada célula doía. Cada parte dela gritava. Mas ela andava com a coluna ereta, o queixo em riste. “Você não vai me ver fraca de novo”, murmurou para si mesma. No corredor, o som da porta dele batendo com força fez seu c

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