O som do portão se abrindo ecoou na fazenda com um ruído diferente naquela manhã. Maya estava na estufa, organizando as novas mudas que Raul ajudara a plantar. O sol filtrava por entre os vidros, e o aroma doce das orquídeas parecia mais intenso do que de costume. Ela estranhou o silêncio repentino lá fora, os peões pararam. Até os pássaros pareceram conter o canto. Quando saiu da estufa, com as luvas ainda sujas de terra, viu Raul parado perto da varanda, o olhar atento em direção à entrada. — O que está acontecendo? Ele virou devagar, e um sorriso suave surgiu no canto dos lábios. — Uma promessa minha... de trazer de volta o que você achou que tinha perdido. Ela franziu o cenho, confusa, até que o carro prateado se aproximou. A porta traseira se abriu primeiro. E Maya parou de r

