A manhã ainda dormia na fazenda quando Renata surgiu na varanda, perfumada demais para alguém que dizia ter vindo apenas “buscar um documento”. Os saltos estalaram no assoalho de madeira e Maya, que colhia lavandas secas com Joana, ergueu os olhos devagar, como quem já sabia que a visita era veneno disfarçado de cordialidade. — Bom dia, querida,! Dsse Renata, com um sorriso cortante. — Está tão... à vontade por aqui. Já se sente dona da casa? Maya não desviou o olhar. Nem sorriu. — Eu me sinto onde devo estar. Isso parece incomodar? — Claro que não. Só fico surpresa em ver o quanto uma mulher pode se acostumar rápido com o lugar de outra. Joana ia intervir, mas Maya ergueu a mão com calma. Não precisava de escudo. Estava pronta para o combate. — O que incomoda não é o lugar, Rena

