Quando ela voltou para o quarto, trancou a porta como se o trinco pudesse segurar o que queimava por dentro. Se encostou na madeira fria, tentando recuperar o fôlego. Mas seu corpo ainda era puro calor. As pernas tremiam. O ventre pulsava. E o gosto dele... ainda estava na sua boca. A camisola colava na pele, agora úmida. Ela havia ido provocá-lo. Tinha certeza de que controlava o jogo. Mas Raul… Ele sempre soube virar o jogo sem pedir licença. Passou as mãos pelos cabelos, andou até a cama e sentou-se devagar. A mente gritava i****a, mas o corpo sussurrava vai até ele. Olhou para o espelho e não viu fraqueza. Viu fome. Desejo. Uma mulher feita que queria aquele homem, por inteiro. Mas também via as cicatrizes… O orgulho ferido. O medo de ser só mais uma vez usada. E o d

