Joana apareceu na porta do quarto de Maya com aquele sorriso que já denunciava algo. — Dona Maya… Seu Raul pediu que eu a avisasse que o jantar de hoje será na estufa. Ele mesmo preparou tudo. Disse rindo como quem conta um segredo. Maya fechou o livro que fingia ler e sentiu o estômago virar. Jantar na estufa. Aquilo já não era só um convite. Era um campo minado. Ela se levantou, foi até o armário, vestiu um vestido leve, com a intenção de parecer fria, mas o decote traía sua armadura. Passou um batom como se pintasse coragem. Olhou-se no espelho e sussurrou: — Se ele quer guerra, vai ter. Mas que não pense que me ganha com flores e vinho. Só que nada a preparou para o homem que a esperava. A estufa estava iluminada com pequenas lanternas, e uma mesa delicada havia sido montada

