Capítulo 17 – As Pétalas que Caem em Silêncio

1758 Words

O sol ainda nem aquecia a varanda de pedra quando Raul se aproximou da porta do quarto de Maya. Trazia consigo uma caixa. Não disse nada, não bateu. Apenas abriu devagar, com a cautela de quem sabia estar entrando no território mais delicado que existe: o de uma mulher ferida. Maya, de pé, orgulhosa, vestida como uma fortaleza mesmo com os olhos ainda inchados da noite anterior, o encarou com frieza. — Sai daqui, Raul. A voz era baixa, firme, com a dor disfarçada na rigidez do queixo. Ele não respondeu de imediato. Apenas entrou. Colocou a caixa sobre a mesa lateral, e olhou direto nos olhos dela. — Às dez horas... Disse ele, com a voz rouca, sem arrogância — ...sua irmã vai te ligar. E às dez e meia, seu pai. Ela piscou, confusa. O coração tropeçou dentro do peito. — Como...?

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