O neon rosa do letreiro do motel piscava como um aviso indecente, mas Renata não hesitou. Estava ao lado de Daniel, os dois em silêncio, como cúmplices de um pecado anunciado. Ela era bonita, sofisticada, treinada para manipular com classe. Mas dentro dela, o que fervia era ambição. Daniel abriu a porta do quarto como quem já sabia o caminho. Jogou as chaves no criado-mudo e puxou Renata pelos cabelos, beijando-a com brutalidade. Ela gemeu, fingindo desejo. Ele não a queria. Ele queria Maya. E ela sabia. O sexo foi rápido, suado, c***l. Ele a virou, puxou suas coxas, a penetrou com força. Chamou-a de “vagabunda” no ouvido, mordeu sua nuca e sussurrou o nome que não devia. — Maya… Renata estremeceu. O g**o dele veio com o nome da outra. Com a imagem da outra. Ela ficou ali, deitada, sem

