Raul não dormiu naquela noite. Nem tentou. As palavras de Maya martelavam como martelos invisíveis, quebrando camadas que ele julgava blindadas. “Ela nunca foi minha amiga.” “Ela só queria o que eu achava que era meu.” Isabel. A mulher com quem se casou na tentativa covarde de apagar o passado. A mulher que destruiu sua confiança com provas falsas, promessas mentirosas e sorrisos cheios de veneno. Raul andava em círculos pelo quarto. Camisa aberta, cabelo bagunçado, a mão apertando a nuca como se quisesse arrancar a verdade à força. Ele sempre foi racional. Frio. Dominante. Mas agora… sentia. E isso o enfraquecia. Ou, talvez, o humanizasse. "Ela só queria o que eu achava que era meu." Era disso que Isabel se alimentava: da inveja. Do amor que ele tinha por Maya. Do desejo q

