Andreza Narrando Eu estava em um prédio que mais parecia uma fortaleza. Alto, frio, silencioso demais. Ninguém nunca me disse exatamente o que era aquilo. Sede de quê? Eu perguntava, insistia, rodeava o assunto, mas nunca vinha resposta nenhuma. Era sempre o mesmo silêncio carregado, os mesmos olhares que passavam por mim como se eu fosse invisível. — Isso aqui é sede de quê? — já perguntei mais de uma vez. Nenhuma resposta. Só passos firmes e portas que se fechavam. Sempre tem homens por todos os lados. Armados, atentos, organizados. Mas pra eles eu não existo. Não me encaram, não falam comigo, não perguntam nada. É como se eu fosse uma sombra andando por corredores largos, bem iluminados, cheios de câmeras. A única exceção é o Emanuel. Emanuel fala comigo. Sempre fala. Eles cozinh

