Liz Narrando Subi as escadas correndo, o coração batendo tão forte que parecia querer sair pela boca. Minhas pernas tremiam, falhavam, e eu precisei segurar no corrimão pra não cair. O som distante dos tiros ainda ecoava, misturado com gritos, rádio chiando, foguete cortando o céu. O morro inteiro parecia prender a respiração. Quando cheguei no corredor, dei de cara com a dona Isa. — Liz, eu ia te chamar agora — ela disse, com a voz trêmula. — Vamos, filha. Você tem que se proteger. Assenti sem conseguir falar. Entramos no quarto juntas, ela fechou a porta com cuidado, como se isso fosse capaz de segurar o caos lá fora. Caminhei até o painel, as mãos suadas, digitei a senha com os dedos quase escorregando. O clique da trava soou alto demais no silêncio pesado do quarto. Me sentei na

