167 - PH

1348 Words

PH Narrando Eu tava na janela da boca, apoiado no parapeito, olhando o morro lá embaixo pulsando como um coração vivo. As luzes acesas, o som distante, a rapaziada indo e vindo. Às vezes eu paro assim e lembro de tudo. Do dia que eu vim parar aqui com a minha mãe, nós dois expulsos de casa, sem nada além de coragem e raiva engasgada. Eu era só um pivete cheio de sonho, mas nenhum deles chegava nem perto do que eu vivo hoje. Hoje eu mando em tudo isso. E não é nem sobre poder, é sobre sobrevivência, respeito, história escrita com sangue, suor e escolhas difíceis. O morro me criou, me moldou, me fez homem. E agora eu crio o meu filho aqui também. O som vindo do campinho me puxou de volta. Hoje é dia de baile. Não é qualquer baile. É o baile em homenagem ao meu moleque. O baile do herdei

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