Roberto Narrando Meu ódio não cabe no peito. A desgraçada da Lisandra tá com aquele mërda, o filho do motorista que virou o maior nome do submundo. Sempre um passo à minha frente. Sempre. Maldita. Mil vezes maldita. Enquanto eu apodreço aqui, ela brinda com champanhe e ri da minha cara. A vida inteira eu subestimei aquela mulher, e agora tô pagando o preço do jeito mais humilhante possível. Meu corpo inteiro dói. Cada respiração parece um soco por dentro. As costelas reclamam, a cabeça gira, a boca ainda tem gosto de sangue seco. Apanhei igual cachorro de rua, de dois homens malditos, sem nome, sem rosto, só braço pesado e ódio nos punhos. E como se não bastasse, ainda fui humilhado pela Lisandra, com aquele sorriso frio, calculado, de quem sabe exatamente onde enfiar a faca. Perdi a n

