Patrícia Narrando Quando o JP me puxou pra perto e me abraçou, meu corpo travou na hora. O medo veio primeiro, automático, como se minha pele ainda lembrasse do toque errado de antes. Meu coração disparou, as mãos gelaram. Mas aos poucos, bem devagar, eu fui relaxando nos braços dele. Era estranho admitir, mas parecia que eu me encaixava ali, como se aquele abraço tivesse sido feito sob medida. O peito dele era firme, quente, e por alguns segundos eu esqueci onde tava, esqueci o que tinha acabado de acontecer. Foi rápido. A mãe dele apareceu na porta e ele se afastou na mesma hora, respeitoso, sem insistir. Eu senti até falta daquele calor, e isso me deixou confusa. Ela entrou devagar, com um olhar calmo, diferente de tudo que eu já tinha visto. JP nos apresentou e saiu logo em seguida

