132 - PH

1322 Words

PH Narrando Liguei pro Fantasma no rádio seguro, daquele jeito que só quem tá no jogo entende. Nada de ligação comum, nada que deixe rastro. A gente marcou de se encontrar na sede dele, aqui no morro mesmo, mas do jeito certo: madrugada, pouco movimento, sem holofote, sem curiosidade. Quando ele sobe, tem que ser invisível. Fantasma não gosta de barulho, e eu também não. A noite caiu pesada. Lua escondida, vento frio cortando a laje. Quando cheguei lá, os moleque já tinham feito o pente-fino, tudo limpo. Fantasma chegou sem escolta grande, só dois caras de confiança. Aquele jeito dele, calmo demais pra quem manda matar sem levantar a voz. Cumprimentei com respeito, porque ali não tem vaidade, tem aliança. — Essa parada do Roberto já passou do limite — falei logo, sem rodeio. — Tá na ho

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD