PH Narrando Cheguei na boca ainda sentindo o peso da noite mäl dormida, cabeça funcionando no automático, olho atento em tudo. O movimento tava normal demais pro meu gosto, e quando é assim eu já sei que alguma coisa tá pra estourar. Antes mesmo de eu sentar, vi o SD encostado perto da porta, postura fechada, olhar duro. Ele nem enrolou. — SD, troca uma palavra comigo? Só balancei a cabeça. — Já é. Levei ele pra salinha dos fundos. Fechei a porta, travei. Lugar ali é pra conversa séria, sem ouvido curioso. Encostei na mesa e fui direto. — A dona Dita me procurou. Serviço na casa dobrou depois da internação da minha mãe. Ela pediu pra Paloma ajudar lá. O SD nem levantou a voz, mas a mandíbula travou. Aquela calma perigosa. — Quem manda na sua casa é você — ele falou seco. — Eu não

