Sabrina Narrando Chegou o dia de pegar o resultado. Acordei com o coração acelerado, aquela ansiedade boa misturada com medo, como se fosse comigo. Me arrumei rápido, respirei fundo antes de sair e fui sozinha mesmo. Esse momento era meu. Meu e da Liz, mesmo ela não estando ali. Quando a moça me entregou o envelope, minhas mãos chegaram a tremer. Sentei no banco da clínica, abri devagar, como se o papel tivesse peso. E tinha. Quando meus olhos bateram no sexo do bebê ali, escrito, claro, definitivo, eu desabei. Chorei horrores. Chorei sozinha, sem fazer barulho, com a mão na boca e o peito doendo. A Liz merece tanto. Merece cada pedacinho de felicidade que tá vindo pra vida dela. Tudo que ela passou, tudo que ela aguentou calada, aquilo ali era justiça divina. Dobrei o papel com cuida

