Liz Narrando Abri o aplicativo do banco no celular com a mão tremendo, mais por ansiedade do que por medo. Quando a tela carregou e os dígitos apareceram, eu juro que meu primeiro impulso foi sair pulando pela casa igual criança que ganha presente grande. Meu coração disparou, os olhos encheram d’água, a respiração ficou até curta. — Meu Deus… — murmurei sozinha, levando a mão livre até a boca. Na mesma hora lembrei do bebê. Do meu filho. A empolgação virou um sorriso calmo, daqueles que aquecem o peito. Dei uns pulinhos de alegria, sim, mas contidos. Nada de exagero. Ri sozinha, boba, emocionada. Eu sempre tive, mais nada tão grandioso assim. E esse não veio do Roberto. Melhor ainda. — Vou comprar um carro — pensei alto. — Vou fazer umas compras. Andei pela sala falando comigo mesm

