67 - Liz

1143 Words

Liz Narrando Acordei com o estômago revirando, aquela náusea chata que já virou rotina. Parece que meu corpo resolveu me lembrar todo dia, logo cedo, que tem uma vidinha crescendo aqui dentro. Corri pro banheiro, ajoelhei no chão frio e esperei passar. Sempre passa. Devagar, mas passa. Depois do mäl-estar, tomei um banho morno, deixando a água cair nas costas enquanto respirava fundo. Henrique entrou no banheiro sem fazer barulho, como sempre faz quando percebe que eu não tô bem. Ele não fala muito nesses momentos, só chega perto, passa a mão na minha barriga, beija, faz carinho como se estivesse conversando com nosso filho em silêncio. Aquilo me acalma de um jeito que não sei explicar. É meu porto seguro. — Bom dia, meu amor — ele sussurrou, com a boca encostada na minha pele. — Bom

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