• Paty . . . Sai do trampo cansada, cabeça girando de tanta coisa, e ainda tinha que passar no mercado porque em casa não tinha nem um miojo. Estacionei a moto, prendi o cabelo num coque rápido e entrei empurrando o carrinho com má vontade. Só queria pegar o básico e ir embora. Peguei umas frutas pra Vitória, umas coisinhas pro Lucas e fui direto pros frios. Foi quando, no corredor das prateleiras de biscoito, dei de cara com a Clara. Ela me olhou na hora. Ficamos uns dois segundos naquele tipo de silêncio que pesa. Paty: Oi… Clara: Oi, Paty. Ela deu um sorrisinho meio sem graça e eu respondi com outro ainda mais torto. Poderia ter seguido direto, fingido que tava com pressa. Mas não era justo. Eu precisava acertar umas contas com o meu próprio coração. Paty: Cê tem um minutinho? A

