cap 03 confusão

550 Words
**Clara… Impressionante como eu ainda caio nos papos da Duda. Disse pra mim que só ia se despedir de um amigo… e sumiu! Pra mim, ela tava era dando, e eu não ia ficar igual palhaça esperando ela voltar, como se nada tivesse acontecido. Resolvi ir embora, tentando seguir o mesmo caminho que a gente fez na hora de vir. E, sinceramente, já tava arrependida. Na hora que a gente veio, tava super de boa: os becos cheios de gente… mas parece que depois do baile só ficava uns caras fumando, usando droga por ali mesmo. Assim que entrei no beco, já acelerei meus passos, passei pelos homens que estavam por lá, ignorando os olhares e os assobios, e segui meu caminho. Tava tão distraída tentando chegar logo, que nem vi um homem na minha frente e acabei me dando de cara com ele. Resultado? Derramei bebida na roupa dele toda… e, pra piorar, na minha também. — p**a que pariu, mina! Tá com o olho no cu, é? — falou me olhando feio. — Desculpa… eu juro que eu não te vi, eu tava distraída. — f**a-se, velho! Tu podia tá fazendo o carai que fosse… prestasse atenção! Cê sabe quanto custou essa camisa? — falou alterando a voz, e eu logo percebi alguns olhares pra gente. — Se você quer respeito, primeiro me respeita! Eu hein… Se a questão do seu surto é essa, eu pago a camisa! Mas não grita comigo, senão eu vou falar com você no mesmo tom que você tá falando comigo! — Perdi o respeito nessa p***a aqui mesmo, né? Não tem essa de "me respeita que eu te respeito" não. Aqui, você me respeita… que eu te trato do jeito que eu quiser. Tu me entendeu? — Olha aqui, meu bem… eu já te pedi desculpas e até me ofereci pra pagar outra camisa! Mas se você não quer, eu não posso fazer nada. Tô indo, tá! — falei indo, mas ele puxou meu braço com uma certa força e me olhou puto. — Você acha que tá falando com quem, hein? Tu só sai daqui na hora que a gente resolver isso aqui! — Você tá me machucando… — falei, tentando puxar meu braço da mão dele. — Calma aí, gente… — falou o Magrinho, puxando o homem pra trás, que nem rendeu muito, mas me soltou. — Te deixei uns minutos sozinha e olha a confusão que você me arruma… — Duda chegou falando. — Ah, eu? Ele vem pra cima de mim por causa de uma camisa que eu me ofereci a pagar, e EU que arrumo confusão? — Cê perdeu o juízo mesmo, né? Ainda vai continuar me provocando? — o homem rebateu. — Ah, claro… vai me dizer que eu sou a errada, e que agora eu tenho que escutar desaforo calada por medo dos outros? — Já deu, né, gente? Bora, Th? Duda, leva ela daqui… — falou o Magrinho. — Anda, Clara… — falou me puxando, mas eu me soltei dela. — Hoje tu passou batido, hein? Mas eu te trombo por aí… pode ter certeza — ele falou. Fiz questão de olhar pra trás e encarar ele, que, mais uma vez, me olhou com ódio… mas continuei encarando até ele sumir da minha vista.
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