Paty . . . Eu sempre soube que o mundo não ia parar porque meu coração quebrou. Ainda assim, levantar da cama naquela primeira semana sem o Pk foi como mover um prédio com as costas. Mas depois de um tempo, a dor vira impulso. E foi isso que eu fiz: transformei a falta dele em força pra me reencontrar. A casa tava mais silenciosa, mais leve até. Sem aquele entra e sai, sem o cheiro de maconha impregnando tudo, sem as promessas quebradas no ar. Só eu, o Lucas e a vontade de dar certo. Comecei a trabalhar com uma amiga num salão de beleza ali na ZL mesmo. Não era muito, mas era meu. Meu dinheiro, meu tempo, minha paz. Deixava o Lucas na escola, batia ponto, voltava cansada, mas com a cabeça erguida. A gente até ria mais, sabia? Ele me olhava e dizia: — Mãe, você tá mais bonita ultimament

