Dias depois, meu tornozelo se curou muito bem. Dixon e eu nos aproximamos, não muito, já que ele não é muito aberto sobre seus sentimentos, mas é um progresso. Caminhando pela universidade, eu e Lyilah finalmente nos sentamos e almoçamos juntos.
— Então me diga, como está indo com Brady? - pergunta Lyila.
— Deus, nada, Lyilah! Somos apenas amigo. - disse.
— Blá blá blá. Não me dê essa merda, 'apenas amigos' minha b***a. - ela diz brincando.
— Não é uma merda! Eu te disse, estou saindo com alguém. - digo, comendo as uvas que embalei esta manhã.
— Sim? Então, onde está esse cara? Ele vem aqui? Ele mora por aqui, ele é perto? - ela questiona.
— Eu não vou te dizer nada Lyilah! - digo, cutucando seu braço.
— Eu não vou acreditar em você até que eu o veja por mim mesmo. - falou.
— Você é insistente. - digo, espalmando minha testa. — Você poderia tê-lo visto no outro dia. Ele estava aqui. Foi ele quem quebrou o nariz de Josh. - disse.
— Foi ele que fez isso? Todo mundo disse que ele o nocauteou com um soco. Se ele pode fazer isso, imagine o quão musculoso ele é. - diz Lyilah, com os olhos arregalados.
— Ele não o nocauteou. Ele estava muito perto, no entanto. - digo, terminando minhas uvas.
— Ah Merda. - diz Lyila.
— O que? - digo.
— Time de basquete, atrás de você. - disse intimidada.
— O quê? Não acredito. - digo.
— Mhm. - ela cantarola com ênfase.
Eu me levanto e me viro, encarando Josh. Seu nariz está roxo e azul por causa do dano que Dixon causou nele. Ele caminha até mim, rosnando.
— Seu amiguinho quebrou a p***a do meu nariz. - ele diz, me fazendo recuar cautelosamente.
— Sim, eu posso ver isso. - digo com um tom irritado.
— Você se acha engraçada, hein? - ele diz.
Ele me empurra e eu tropeço para trás. Eu ando até ele, levantando minha cabeça para me aproximar dele.
— Mantenha suas malditas mãos longe de mim, J. - digo, ameaçadoramente.
— Sim? E o que você vai fazer sobre isso? - provocou se aproximando.
— Para trás, Josh! - grita Lyila.
— Cala a boca, sua c****a nerd! - ele cospe, literalmente
Eu recuo e dou um tapa na cara dele.
— Meça suas palavras. - digo, ameaçadoramente.
Para meu pai, eu nunca seria tão ousado, mas contra alguém como Josh e qualquer outra pessoa, minha confiança e ferocidade vêm à tona.
— Você sabe que você é apenas uma b****a, né? - ele diz.
— Pegando uma briga com uma mulher, eu diria que você é o bichano aqui. - digo.
Ele ri e me dá um tapa, então meus olhos se enchem de fogo e raiva. Eu olho para trás e dou um soco na cara dele, fazendo seus amigos se afastarem. Ele olha de volta para mim e balança e eu evito seu soco, vento correndo contra meu rosto por sua velocidade e uso de força.
As palavras de Jaxon vêm à minha mente enquanto luto com ele. Desgaste-o, você tem que ser rápida se não quiser levar um golpe. Seja confiante. Deixe seu corpo fluir.
Eu me movo rápido, fazendo-o perder cada golpe. Então eu vejo uma a******a. Corro até ele e coloco meu joelho em sua virilha três vezes, fazendo-o cair de joelhos, então levanto meu pé para chutá-lo bem no rosto, e ele cai para trás, cuspindo sangue.
— Reed! - ouço alguém que não pode ser nada além de um diretor gritar para mim. — Escritório, agora!
— Eu vou com você. - diz Lyila.
Eu sorrio e aceno para ela, pegando meu almoço e indo para o escritório. Ligo para Dixon e ele chega em 5 minutos. Ele corre para o escritório, encontrando meus olhos assim que me vê.
— Kyla, o que aconteceu? - pergunta, olhando para mim da cabeça aos pés.
Olho para Lyilah e sua boca está escancarada, olhando boquiaberta para Dixon.
— Lyilah, você pode fechar a boca agora. - sussurro.
— Kyla... por que você não me disse que seu namorado era tão gostoso?! - ela sussurra agressivamente.
— Esposo. - diz Dixon.
Lyilah parece que está prestes a morrer.
— Esposo? - ela quase grita.
— Lyilah! - digo, batendo no braço dela.
— Você é casada? - ela continua a sussurrar agressivamente.
— Vamos conversar amanhã, Lyilah. - suspiro.
— Vamos, Dixon. - digo, saindo do escritório. Então eu esqueci que eu tenho que verificar. — Logo depois que eu assinar este papel. - digo, voltando para o escritório.
— Eu resolo isso. - diz Dix. — Vá para o carro. - ele ordena.
Não me atrevo a desobedecê-lo, me viro, acenando para Lyilah, e vou até o carro. Minutos depois, Dixon chega ao carro e abre a porta. Ele se senta e coloca o carro em movimento e começa a dirigir para casa.
— Eles expulsaram você. 4 dias. - diz, parecendo um pouco chateado.
— Você está bravo comigo? - pergunto, olhando para ele.
— Inferno sim, eu estou. Mas ao mesmo tempo, não. - ele diz, mantendo os olhos na estrada.
— Por que não? - pergunto.
— Porque você se defendeu. E seu amigo. E você bateu na b***a dele. - ele diz com um sorriso no rosto. Ele olha para a estrada e de volta para mim com um sorriso e ele desaparece quando ele percebe a impressão no meu rosto do tapa de Josh. — Que diabos? Kyla, ele bateu em você? Por que você não me contou? - ele diz, me repreendendo.
— Porque eu seria expulsa e você seria preso. Você não pode pagar por isso. - disse
— Eu posso pagar um monte de coisas. - rosnou sério.
— Você sabe que não foi isso que eu quis dizer. - digo, revirando os olhos.
— Você apenas... revira os olhos para mim? - ele diz com um sorriso.
— Sim é. - cuspo de volta.
— Você vai descobrir que essa atitude malcriada não vai te levar muito longe comigo. - ele diz, me avisando. Eu tento ignorar o jeito que ele está me fazendo sentir agora, meu corpo quente e incomodado. — Mas eu tenho uma pergunta. - ele diz, mudando de assunto.
— Ok, o que é isso? - pergunto.
— Eu estava pensando que poderíamos ter um encontro hoje à noite. - disse.
Minha cabeça dispara e eu olho para ele, surpresa.
— Um encontro? - peço para esclarecer.
— Sim. Um encontro. Devemos nos conhecer um pouco mais, eu acho. - ele responde. Sorrio ao pensar nisso. Eu não vou mentir, nós realmente não sabemos muito um sobre o outro. Acho que isso seria bom para nós. — Seu silêncio está me matando. - ele diz.
Eu sorrio enquanto lhe dou minha resposta.
— Sim. Eu vou a um encontro com você, Dixon. - digo enfim.