Daniela jogou a bolsa no sofá assim que entrou em casa e soltou um suspiro longo, como se só ali o corpo tivesse permitido relaxar. O apartamento era pequeno, simples, mas carregava um conforto que nenhuma palavra explicava. O cheiro de café velho misturado com desinfetante barato, o barulho distante da televisão ligada em volume baixo… era casa. Era refúgio. — Dani? — a voz de Camila veio da cozinha. — Até que enfim, hoje estou de folga do bar. Chegou cedo. Daniela caminhou até lá, encostou no balcão e apoiou o peso do corpo nos cotovelos. — Cedo não. Viva. Camila riu sem tirar os olhos da panela. — Dramática. O que aconteceu agora? Daniela não respondeu de imediato. Apenas virou o braço, expondo a mancha arroxeada que começava a se espalhar do pulso até o antebraço. A pele ainda es

